Ele tentou se aproximar de Thais, mas quando viu a faca de frutas tremendo nas mãos dela, teve que parar.
Ele não cedeu o celular para Thais e disse:
"Thais, a vida é sua. Se você quiser morrer, ninguém vai conseguir te impedir."
Sua voz era fria e cruel, sem qualquer traço de emoção.
O olhar desesperado de Thais ficou cravado em Teodoro.
Ela abriu a boca, mas demorou a conseguir emitir algum som.
Tina olhou para o próprio irmão, arregalando os olhos, incrédula:
"Irmão, olha o estado da minha cunhada, não dá pra você falar algo menos cruel?"
Teodoro lançou à irmã um olhar de advertência, ordenando silêncio.
Ele, cauteloso, tentou se aproximar de Thais mais um passo.
Disse:
"Thais, antes de morrer, pensa bem nos seus pais. Eles sempre te deram o melhor, te criaram com tudo de bom e do melhor. Agora, seu pai já está com idade, mas ainda trabalha como consultor numa fábrica, sua mãe acabou de sair do hospital faz poucos dias, seu irmão vai prestar vestibular ano que vem..."
E continuou:
"Se você morrer, só vai ferir de verdade quem compartilha do seu sangue. Você não ameaça mais ninguém, nem mesmo a mim!"
Os dois se encararam, até Thais fechar os olhos em desespero.
Aproveitando o momento, Teodoro arrancou a faca das mãos dela e a apertou forte nos braços.
Com um som metálico, a faca caiu no chão.
O coração de Thais também parecia despedaçar.
Ela ficou ali, nos braços de Teodoro, como uma alma perdida.
Não conseguia chorar, nem falar.
Seu corpo tremia incontrolavelmente.
Teodoro segurou a cintura dela com uma mão, a nuca com a outra, aproximando-a ainda mais de si.
Beijou levemente sua testa e a consolou baixinho:
"Não pensa besteira, dorme um pouco que tudo vai passar."
Ficou um tempo assim, acalmando Thais, e depois a levou nos braços para o andar de cima.
Ignorando as notificações insistentes do celular, Teodoro molhou uma toalha e cuidadosamente limpou o rosto e as mãos de Thais, arrumando seus cabelos desordenados.
Quando terminou, puxou a irmã para fora do quarto.
Advertiu-a:
Ela não tinha coragem de enfrentar o irmão.
Mas dar um tapa naquela vadia da Laura, ah, isso ela faria sem medo.
Na madrugada, um superesportivo prata parou devagar na vaga temporária ao lado da rua.
Mateus saiu do carro numa mistura de preguiça e charme, mas foi barrado por Tina:
"Me leva até a Laura!"
Mateus arregalou seus olhos de pálpebras finas, surpreso:
"Tá de brincadeira? Como vou saber onde aquela mulher mora?"
Tina não se deu por vencida.
Com o irmão ela não podia, mas com Mateus, sim.
Ela foi determinada em direção ao meio da rua:
"Se eu for atropelada, vou contar pros meus pais que foi você que me empurrou!"
Num gesto dramático, Mateus se ajoelhou e agarrou as pernas dela:
"Tá bom, eu te levo."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vitória de Thais: A Batalha do Divórcio
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