— Não. Fui eu quem fiz tudo sozinha. Ninguém mais teve a ver com isso, e a Bianca nem sabia de nada! — Sabrina abaixou os olhos e falou baixinho.
— Não temos nenhum problema. Você não tem motivos para me atacar.
Lorena não acreditou numa palavra sequer.
Estava claro que Sabrina estava mentindo.
— Tem alguma coisa que você não pode falar? Não tenha medo, conte. O Sr. Lacerda e a Vice-Presidente Cavalcante vão te defender!
— Não. Estou falando a verdade.
...
O rosto de Clara ficou frio.
— Sabrina, sabe quais são as consequências disso?
— Eu sei. O Sr. Lacerda já me demitiu. Vim aqui para pedir perdão à Lorena, para que ela não me processe. Eu aceito todas as outras punições.
O Sr. Lacerda já a havia demitido?
— Você arriscou seu emprego para armar minha queda, vale a pena? — Lorena tinha um olhar confuso. — Se eu não estiver enganada, você vem de uma família simples, como eu. Cada passo que damos é difícil. Um erro, e tudo vai por água abaixo. E você jogou seu futuro no lixo só porque não vai com a minha cara?
— Sim, só por isso...
— Entendi. Pode ir. Não vou te processar, mas também não vou te perdoar!
Sabrina arregalou os olhos, surpresa.
Provavelmente não esperava que Lorena fosse tão compreensiva.
Quando ela saiu, Clara a encarou sem entender.
— Não vai mesmo processá-la? Vai deixar por isso mesmo?
— Sim. Ela foi só uma marionete, para que dificultar a vida dela.
Marionete de quem, não era preciso dizer. Clara sabia muito bem.
— Descanse. Eu vou voltar para dar uma posição ao Sr. Lacerda.
...
Ao voltar para a Villa Hoffman, Beatriz tomou banho, deitou nos braços do homem, com o rosto encostado no peito firme dele. Seus olhos amendoados estavam semicerrados, cheia de sono.
Theo abaixou o olhar para ela.
— Por que não diz nada?
— Estou tão cansada. Estou com sono.
Ela agarrou a cintura do homem, roçando o rosto em seu peito de leve.

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