— Traga o álcool — ordenou o gerente ao garçom.
Logo, uma pequena bacia de álcool foi colocada diante de Sabrina.
— Sabrina, por favor, coloque as mãos na bacia.
Sabrina cerrou os punhos com força e olhou para Bianca em busca de ajuda.
Ao encontrar o olhar dela, Bianca virou o rosto, fingindo não ver nada.
Ela entendeu a mensagem de Bianca: se fosse descoberta, a outra não a protegeria e não hesitaria em cortar relações.
Quando passou o óleo antes, ela estava usando luvas.
Então, mesmo que mergulhasse as mãos no álcool, não haveria reação alguma.
Ela levantou as mãos e as colocou lá.
Tirou as mãos rapidamente, erguendo-as, para exibir aos outros os dedos sem nenhuma mudança.
— Viu? Não fui eu!
Caleb se aproximou.
— Por favor, mergulhe as palmas inteiras no álcool.
Dessa vez, Sabrina não hesitou e afundou as mãos por completo na bacia.
— Vice-Presidente Cavalcante, duvidar de mim assim é passar dos limites. Hoje há tantas mulheres de cabelo curto, por que a senhora não chama todas para provarem também? Acha que sou alvo fácil?
Beatriz estreitou os olhos e não respondeu.
Vendo-a calada, Sabrina ficou ainda mais ousada.
— Se não me der uma explicação hoje, não vou deixar isso passar barato. Vou fazer um escândalo para todo mundo saber.
Bianca quase sorriu, mas logo repuxou a boca. Deu um passo à frente, repreendendo Sabrina e defendendo Beatriz.
— Sabrina, a Vice-Presidente Cavalcante só está preocupada com a Lorena. Não precisa ser tão implacável.
Ela se virou e deu um sorriso apologético para Beatriz.

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