Lorena parou e levantou os olhos calmamente para ela. — Ainda é melhor do que quem arruma esquema com o Sr. Lacerda e vende a alma para catar serviço.
Bianca ficou pálida de ódio na mesma hora e soltou um aviso grosseiro. — Fala mais besteira pra você ver se não quebro a sua cara.
Se não fosse essa garota por aí jogando o seu nome no lixo com conversa fiada, o Sr. Lacerda não estaria ignorando-a até agora.
— Quem não quer que saibam, não faça. — Lorena não mudou a cara. — Se eu digo, é porque tenho como provar. É bom você não vir encher o meu saco, senão quem vai sofrer é você.
Vendo a mulher tentar ir embora, Bianca a agarrou pelo braço no desespero, sem conseguir disfarçar a cara de apavorada.
— Que provas você tem aí?
Lorena puxou o braço de leve, sorriu para ela e não abriu o bico.
Queria deixar bem claro para Bianca que tinha sujeira na mão dela, mas sem entregar o ouro.
A agonia de ficar no escuro era a parte mais sofrida.
Bianca encarou a figura saindo e sentiu os olhos esfriarem, com a mente a milhão. Bateu o martelo para ir na Vittini e falar cara a cara com Elena.
— Com licença, tem horário agendado?
— Sou Bianca Fontes. Conheço a Elena. Vou ser a modelo oficial da Vittini para a Ásia-Pacífico daqui a pouco. Vou ter que agendar horário também?
— Desculpe, mas se não marcar antes, Elena não tem como recebê-la.
— Eu ligo pra ela agora.
Na frente da recepcionista, ela discou para Elena na hora.
O telefone logo foi atendido.
— Elena, sou eu, Bianca. Eu tô aqui embaixo do seu prédio, queria dar uma palavrinha com você.

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