O rosto dele realmente tinha bons traços, a postura era imponente e os músculos eram firmes, indicando alguém que malhava há anos e tinha preparo físico.
— Que isso... — Letícia esfregou o nariz, meio sem graça. — Ele tava lá caído no chão, não tinha como virar as costas. E olha pra cara dele, não parece gente ruim.
Beatriz olhou para ela, sem saber o que dizer.
— Se quiser deixar ele aí, deixa, mas é um homem adulto. Toma cuidado e se proteja.
Ela já o havia salvo e os machucados eram graves. Botar ele para fora não faria sentido agora.
— Entendi.
— Se notar alguma coisa estranha, dá um jeito de mandar ele embora.
— Pode deixar, se for bandido mesmo, eu mando o Bruno chutar ele pra fora.
— E quem é Bruno?
— O segurança que arrumei da luta um tempo atrás, trabalha nas cobranças comigo.
……
Theo Hoffman voltou à Villa Hoffman, olhou ao redor e não viu a silhueta da garota.
— Onde ela está?
Dona Aurora respondeu baixo: — A senhora acabou de sair.
— Falou pra onde foi?
— Não deu detalhes, só saiu apressada com a maleta de remédios. Parecia ser urgente.
Theo franziu a testa, pegou o celular e ligou para Beatriz.
O telefone tocou algumas vezes antes de ser atendido.
— Aonde você foi?
— Você chegou?
— Sim.
— Tô aqui com a Letícia, já tô voltando.
— Cuidado no caminho.
Beatriz concordou, desligou e se levantou.
— Eu já vou. Qualquer coisa, me liga.
Letícia a acompanhou até a porta e não perdeu a piada.

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