Beatriz ficou levemente surpresa.
Mas não duvidou de suas palavras. Aquele homem parecia libertino, mas em sua essência era franco; não mentiria sobre esse tipo de coisa.
No mundo dos negócios e do entretenimento, atuar para manter as aparências era muito comum.
Muitas pessoas pareciam íntimas, mas era apenas uma transação com preço definido.
Nesse momento, Beatriz recebeu uma ligação de Theo.
— Deu tudo certo?
A voz dele era grave e magnética, tão sexy que fez o coração dela tremer levemente.
— Hum, já decidi.
— Tão rápido?
— Encontrei a pessoa certa, então já acertei. Não é preciso prolongar esse tipo de coisa.
Ela nunca gostava de arrastar as coisas e confiava no próprio julgamento; Lorena não a decepcionaria.
Claro, ela também cometia erros, como quando acreditou que Arthur era o homem certo, o que hoje parecia apenas um absurdo.
— O que está fazendo agora? Venha para cá, coma comigo.
— Já estou comendo, o Sr. Lacerda está pagando.
Theo franziu as sobrancelhas de repente, e a comida à sua frente perdeu o sabor instantaneamente.
— Onde estão?
— Hã? — Beatriz ficou surpresa. — Você vem para cá?
— Não sou bem-vindo?
Naturalmente, ela não tinha objeções, mas como a refeição era paga por outra pessoa, seria um pouco inadequado se ele aparecesse de repente.
Do outro lado, Gustavo riu: — Deixe ele vir.
Ele não comia pessoas, por acaso temia que ele devorasse Beatriz?
A mente dele era pequena como a ponta de uma agulha.
Ele de repente se lembrou do que Ricardo Albuquerque dissera: Beatriz é a pessoa que Theo guarda no coração.

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