Theo pousou a xícara e disse casualmente: — Só avalio o chá, não as pessoas.
Ele não compararia Beatriz com outras mulheres. Ela era ela, sem necessidade de se comparar a ninguém.
Mesmo que ela não tivesse nenhuma habilidade, ele ainda gostaria dela.
Ricardo deu uma risada leve e ergueu uma sobrancelha: — Senhorita Cavalcante, quando tiver tempo, mostre o que sabe para eu ter a honra de provar suas habilidades com o chá.
Beatriz curvou os lábios levemente, distraída: — Outro dia. Haverá muitas oportunidades no futuro.
— Ainda pensando em Dona Drummond? — Theo virou a cabeça e perguntou em voz baixa perto do ouvido dela.
Ela respondeu com um leve murmúrio.
Theo sabia que ela tinha um bom coração. Se ela cuidava com carinho de qualquer animalzinho ferido que encontrava, quanto mais de uma vida humana.
Mas Dona Drummond estava gravemente doente, e a chance de cura era remota. Mesmo que realmente quisesse salvá-la, a vontade existia, mas faltava poder.
O banquete de aniversário estava animado. Dona Drummond aguentou meia hora no salão, mas sua energia diminuiu e ela voltou para o quarto para descansar.
Felipe conversou com eles por um tempo.
A maior parte do tempo foram os três relembrando o passado. Ela e Soraia não conseguiam se intrometer, então ficaram sentadas em silêncio, bebendo chá e respondendo mensagens no celular.
Só quando entraram no carro, Theo lhe entregou duas pílulas, uma preta e uma vermelha.
— Pegue.
Beatriz ficou surpresa: — Quando você pegou isso?

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