Beatriz entrou no carro. Assim que ela se ajeitou no banco, Theo se inclinou e apertou o cinto de segurança para ela.
— Já trouxe tudo?
Um aroma fresco misturado com tabaco pairou em seu nariz quando ele se aproximou.
— Uhum.
— Hoje é o aniversário da Dona Drummond. Felipe Drummond vai dar uma pequena festa de aniversário e você irá comigo.
— Tão de repente? Eu não preparei nada.
Quando um idoso fazia aniversário e ela ia participar, precisava preparar um presente de aniversário.
— Eu já preparei.
— Então eu deveria trocar de roupa? — O que ela estava vestindo hoje era um estilo mais profissional, e ela temia não ser formal o suficiente.
Os olhos escuros de Theo passaram por ela e seus lábios finos se ergueram um pouco: — Não precisa trocar, você está ótima assim.
Digna e intelectual, com maquiagem elegante, gentil e encantadora; era agradável de se olhar.
Meia hora depois, o carro parou em frente a uma mansão gótica.
A mansão estava iluminada. A entrada estava cheia de carros de luxo, grandiosa e animada.
Um carro esporte parou na vaga ao lado deles, a porta abriu, e Ricardo Albuquerque desceu com uma garota.
— Yan.
— Theo.
A voz da garota era doce e alegre, olhando para ele com timidez.
— Soraia? Quando você voltou?
Soraia Albuquerque sorriu: — Há alguns dias. Eu me formei.
— Parabéns!
— Só parabéns? Theo não planeja me dar um presente de formatura?
Antes que ele pudesse responder, Ricardo deu um peteleco na testa dela: — Se faltar alguma coisa, fala pro seu primo. O que é isso de pedir coisas pros outros à toa?
Soraia cobriu a testa, lançando um olhar de insatisfação para ele: — Ai, que dor. Theo, olha pra ele, você tem que me defender.
Agindo como uma criança mimada, ela se escondeu atrás de Theo, aproveitou a oportunidade para abraçar o braço dele, e fez uma careta para Ricardo.

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