Ao chegarem ao jardim dos fundos, João e Silvana pararam de andar.
Silvana olhou para João e disse: “Sr. Porto, se tiver algo a dizer, por favor, diga aqui mesmo.”
João respondeu: “Sra. Duque, quando a senhora e Verônica eram colegas, Verônica já havia lhe contado algo sobre a família Porto?”
Silvana arqueou levemente as sobrancelhas, percebendo a insinuação nas palavras de João.
Ele queria dizer que Verônica só se aproximou dela depois de revelar sua identidade?
Um leve tom de ironia surgiu no coração de Silvana, mas em seu rosto nada transpareceu.
Ela sorriu e falou: “Não. Quando conhecemos Verônica, não sabíamos nada sobre a família dela.”
João manteve a expressão impassível. “É mesmo?”
Apesar das palavras, em seu rosto não havia nenhum sinal de credulidade.
Silvana franziu levemente a testa, mas sua voz permaneceu suave como água.
“Claro, tudo isso nós descobrimos sozinhas.
Durante as férias escolares, todas voltávamos para casa, exceto Verônica, que sempre ficava trabalhando para conseguir pagar os estudos e se manter.”
Silvana olhou nos olhos de João, o sorriso ainda nos lábios, mas nos olhos havia apenas escárnio.
“Houve várias vezes em que Verônica desmaiou de hipoglicemia por estar exausta do trabalho.
Na época, nos perguntávamos por que Verônica precisava trabalhar tanto para pagar seus próprios estudos e despesas.
Será que ela não tinha família?
Depois percebemos que nunca vimos Verônica receber uma ligação de casa.
A única pessoa da família que Verônica mencionou foi a mãe, mas ela faleceu pouco depois que Verônica entrou na universidade.”
Como Estrela Aragão havia deixado uma quantia significativa para Verônica, mesmo afastada da família Porto, ela não passou grandes necessidades.
No entanto, na época, a família de Maria Sousa enfrentou dificuldades, e Verônica e Daniel Almeida emprestaram todo o dinheiro que tinham para Maria, o que fez com que Verônica precisasse trabalhar em tantos empregos.
Quanto a Marcelo e João...
Nem sequer havia o número deles no histórico de chamadas, o que mostrava que... esses dois quase nunca ligaram para Verônica.
A expressão de Silvana foi ficando cada vez mais fria.
Antes, praticamente todos no círculo social diziam que casar-se com alguém da família Porto era uma sorte de outras vidas.
Os três filhos e a filha da família Porto eram exemplos de jovens nobres e senhoritas da alta sociedade.
Se ela não fosse suficientemente excelente, nunca teria a chance de se casar com alguém da família Porto.
No início, ao saber da possibilidade de se unir à família Porto, Silvana ficou feliz.
Porém, quanto mais conhecia a família Porto, mais incerta ela se sentia.
Casar-se com alguém da família Porto seria realmente uma boa escolha?
Nesse momento, a voz de João, carregada de raiva, interrompeu seus pensamentos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...