Ela exibiu um sorriso pálido para os dois, dizendo: “As ações originárias que minha mãe deixou para mim serão liberadas em breve.
Assim que as ações forem desbloqueadas, eu terei o direito de entrar no Grupo Porto e participar das decisões importantes da empresa.”
O rosto de João mudou na hora e ele respondeu por impulso: “Mas você não entende nada disso, participar das decisões da empresa não seria irresponsabilidade?”
Verônica manteve a expressão serena: “Não tem problema, aquilo que eu não sei, posso aprender.”
João insistiu: “Questões empresariais não são coisas que se aprendem do dia para a noite. Você…”
As palavras de João foram interrompidas por Raulino, que estava ao lado.
“Se ela não souber, eu posso ensiná-la. Ouvi de Maria que Verônica não apenas toca violino muito bem, mas também sempre foi a primeira da turma.
Com a inteligência que ela tem, se houver alguém para orientar, em um ano ela vai dominar o essencial do mundo dos negócios, sem dificuldades.”
Verônica olhou para o rosto sombrio de João e sorriu: “Antes, eu planejava marcar a data do jantar de reconhecimento com meu pai depois de participar da competição.
Mas machuquei a mão e preciso de tempo para me recuperar. Este mês, infelizmente, não será possível.”
Ela refletiu por um instante e acrescentou: “Que tal no mês que vem? No dia em que as ações forem liberadas, eu volto para a família Porto. Serão dois motivos de alegria.”
João queria dizer algo, mas Marcelo, ao lado, o deteve.
Marcelo sorriu e disse: “Já que Verônica tem esse desejo, não há problema algum.”
Verônica então respondeu: “Certo, então fica combinado assim.”
Após encerrar a conversa, Marcelo ainda demonstrou atenção e cuidado, e logo depois saiu do quarto com João.
Ao saírem do hospital, João finalmente franziu a testa e falou:
“Pai, o senhor está mesmo disposto a deixar Verônica entrar no Grupo Porto? Gerenciar uma empresa não é uma brincadeira. Uma mulher como a Verônica, sem nenhuma base comercial, normalmente nem para recepção seria contratada, muito menos para um cargo de diretoria.”
Marcelo respondeu: “A mão de Verônica ficou seriamente ferida, é natural que ela esteja abalada.
Desta vez, Fausto realmente passou dos limites, não se pode culpar Verônica por estar insatisfeita.
Com a mão dela comprometida, ela precisa encontrar algo para fazer.
…
No país T, na UTI.
Após o resgate, Fausto ficou inconsciente por três dias e três noites, até finalmente despertar.
Fabiana permaneceu ao lado do leito de Fausto o tempo todo. Ao vê-lo acordar, imediatamente demonstrou uma expressão de alegria.
“Mano, você acordou! Vou chamar o médico.”
Quando Fabiana ia sair, Fausto segurou firme a manga de sua camisa.
“Foi ele.” A voz de Fausto, que já era naturalmente rouca, soou ainda mais áspera por ter acabado de acordar gravemente ferido.
Fabiana, sem entender, perguntou: “Mano, do que você está falando?”
Nos olhos de Fausto, surgiu um ódio frio.
“Eu vi... foi ele quem me matou... foi aquele Gustavo!”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...