Verônica olhou para o homem mascarado que a convidava.
Por alguma razão, sentiu uma estranha familiaridade.
Verônica não pôde deixar de o observar mais atentamente.
Nos últimos seis meses, Verônica tinha participado em muitas festas e, a menos que não pudesse recusar, raramente aceitava convites para dançar.
Nesse momento, Maria, vendo Verônica a encará-lo, incentivou-a: “Verônica, vá dançar.
Mesmo que o recuse, daqui a pouco virá outro convidá-la.”
Verônica observou o homem à sua frente, mas por mais que tentasse, não conseguia lembrar-se de onde o tinha visto.
Ela pensou um pouco e estendeu a mão, aceitando o convite.
O homem usava um par de luvas pretas e segurou a sua mão esquerda, com um gesto que pareceu um pouco rígido.
O homem usava uma máscara em forma de lobo, que cobria a maior parte do seu rosto, deixando apenas visíveis uns olhos escuros e profundos.
Era um homem oriental.
Verônica tinha a certeza de que já o tinha visto em algum lugar.
O homem era muito silencioso e, mesmo sendo observado daquela forma, não parecia ter intenção de falar.
Verônica tomou a iniciativa: “Senhor, já nos encontrámos em algum lugar?”
O homem ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder: “...Não.”
Ele parecia ter baixado a voz de propósito, que soava um pouco rouca e abafada.
Verônica não conseguia mesmo lembrar-se de onde tinha encontrado uma pessoa tão estranha.
Talvez por estar demasiado absorta nos seus pensamentos, Verônica desequilibrou-se e acabou por pisar o pé dele.
Verônica apressou-se a pedir desculpa. “Desculpe.”
O homem não pareceu importar-se, disse um “não faz mal” e não voltou a falar.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...