“Senhora Aragão, em vez de manter sua atenção no guarda-costas que a segue o dia todo, por que você está sempre focada em seu inimigo?”
Sem que ninguém percebesse, Fausto apareceu atrás dos membros da família Porto.
Em suas mãos, havia um objeto quadrado, coberto por um pano vermelho.
Antes que Verônica pudesse responder, Gustavo, que estava atrás dela, falou: “Naturalmente, é porque se quer encontrar uma oportunidade para desferir um golpe fatal no inimigo que se presta atenção aos seus movimentos.
Conheça a si mesmo e ao inimigo, e você vencerá cem batalhas.
Senhor Fausto Barreiros, não concorda?”
O olhar de Fausto alternou entre Verônica e Gustavo.
Ele sorriu levemente. “Gustavo, espero que você possa ser sempre tão confiante quanto hoje.
Mas, pensando bem, isso é impossível.”
Ele desceu os degraus lentamente e, ao passar por Gustavo, parou por um instante.
“Uma mentira precisa de inúmeras outras para ser sustentada.
Gustavo, não deve ser agradável viver com uma espada pairando sobre sua cabeça, sem saber quando ela vai cair, não é?”
A expressão de Gustavo permaneceu calma e serena, completamente impassível.
Fausto lançou um olhar para Verônica, apenas para ver que ela tinha a mesma expressão.
Ela realmente confiava em Gustavo.
Fausto disse com um sorriso ambíguo: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Senhora Aragão, se precisar de algo, pode me procurar a qualquer momento.
Eu tenho muitos defeitos, mas minha única virtude é que não minto.”
Com essas palavras, a expressão de todos mudou.
Fausto estava estendendo a mão para Verônica? O que isso significava?
Os olhos negros de Gustavo tornaram-se frios e profundos.
“Fausto, suas táticas para semear a discórdia não são muito sofisticadas.”
Gustavo também não se deu ao trabalho de lidar com Caio; discutir com alguém como ele era um insulto à sua própria inteligência.
O espetáculo havia terminado. Verônica e Gustavo voltaram para a empresa.
Quando Verônica estava trabalhando em seu escritório, Gustavo raramente a incomodava.
Verônica passava a maior parte do tempo trabalhando na empresa.
E Gustavo, embora fosse o guarda-costas de Verônica e não tivesse muito o que fazer quando ela não saía, também tinha seu próprio escritório independente.
De volta ao seu escritório, Gustavo pegou o celular e fez uma ligação.
“Tu, tu, tu…”
O telefone tocou por alguns segundos antes de finalmente ser atendido.
Do outro lado da linha, ouviu-se a voz de uma jovem.
“Gustavo?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...