Ao mesmo tempo, Verônica percebeu sutilmente que a mulher à sua frente parecia não gostar dela.
Ao lado, Décio e Március, ao verem a cena, mudaram de expressão.
Verônica, que já havia passado por tantas tempestades, naturalmente não se sentiu ofendida por um detalhe tão pequeno.
Ela retirou a mão com um sorriso, sem mostrar constrangimento.
A mulher observou a expressão de Verônica discretamente, um brilho estranho passando por seus olhos.
*Nada mal, sabe manter a compostura.*
Verônica perguntou: “Sra. Fernandes, posso perguntar qual era a doença de Gu?”
Verônica pensou que, com a atitude da mulher em relação a ela, talvez ela não estivesse disposta a contar.
Inesperadamente, a mulher respondeu.
Sua resposta foi, como sempre, concisa e direta.
“Transtornos mentais causados por insônia. Durante as crises, ele não conseguia controlar suas ações.”
Nesse ponto, ela pareceu se lembrar de algo e acrescentou: “Acho que a Sra. Aragão já presenciou.
No entanto, a Sra. Aragão teve sorte, o que você viu já era o melhor resultado após o tratamento.”
Melhor resultado?
O coração de Verônica se apertou.
Se no melhor resultado, Gustavo ficava daquele jeito, como seria em seu estado mais grave?
Depois de falar, a mulher se virou para Décio e Március. “Já que Gustavo não corre mais risco de vida, eu vou embora.
Cuidem bem dele, e me liguem se precisarem.”
Dito isso, ela acenou educadamente para Verônica e saiu lentamente do quarto.
Verônica observou a mulher se afastar, sentindo uma emoção estranha.
Ela não pôde deixar de perguntar: “Ela era a antiga psicóloga de Gustavo?”
Décio respondeu: “Sim e não... Gustavo costumava lutar e se machucar com frequência, e era ela quem o tratava e fazia os curativos.”
Március explicou: “Bem... ela é uma médica muito habilidosa, mas tem uma personalidade um tanto reclusa e um temperamento peculiar. Espero que a Sra. Aragão não se importe com a falta de cortesia dela.”
Verônica balançou a cabeça.
Mas a imagem de momentos antes já estava gravada profundamente na mente de Verônica.
Recriá-la não seria um problema.
Verônica mergulhou na pintura e, sem perceber, o céu lá fora escureceu.
Verônica olhou para o relógio e percebeu que havia pintado por mais de três horas, esquecendo-se até de jantar.
Quando Verônica estava prestes a se levantar para se esticar, lembrou-se de Gustavo, ainda deitado na cama.
Ela olhou instintivamente e encontrou um par de olhos negros e puros.
Verônica ficou um pouco atônita, sem acreditar por alguns segundos.
Ela até pensou que estava vendo coisas.
Ela prendeu a respiração e chamou, hesitante, com medo de que tudo fosse apenas um sonho.
“Gu?”
Os lábios finos do homem se curvaram lentamente. “O quadro que você acabou de pintar é muito bonito.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...