Depois que Jafael foi embora, Dinora olhou para Gustavo e já não mantinha mais a mesma expressão cordial de antes.
No fundo dos olhos dela, havia um certo frio.
“Realmente, são ótimas estratégias.”
Gustavo respondeu: “Comparado à senhora Porto, ainda me falta um pouco. Afinal, a senhora é especialista em manipular os outros para fazerem o serviço sujo, enquanto eu sempre faço tudo pessoalmente.”
Diante da situação, Dinora compreendeu que conquistar Gustavo para o seu lado era quase impossível.
Dinora perguntou: “Já que queria me usar contra Fausto, por que não continuou fingindo? Por que revelou tudo tão rápido?”
Gustavo respondeu: “Não tenho o mesmo talento da senhora Porto para aguentar tanto tempo ao lado de quem desprezo, mantendo aparências.
Afinal, para certas pessoas, nem fingir é suportável.
Infelizmente, para mim, a senhora Porto é uma dessas pessoas.”
A expressão no rosto de Dinora quase se desfez.
Era a primeira vez que alguém demonstrava tão abertamente o desprezo por ela.
Isso causou em Dinora uma sensação de absurdo difícil de explicar.
Tudo o que aquele homem fazia desafiava seus limites.
Muitos a admiravam, e não eram poucos os que a detestavam.
Homens e mulheres, mas as mulheres eram maioria.
Quanto aos homens que a desprezavam, em grande parte era porque ela nunca lhes deu atenção ou oportunidade.
Se não conseguiam conquistá-la, passavam a difamá-la.
Havia ainda uma pequena parcela que simplesmente não ia com a cara dela, e por isso não gostavam dela.
Para aqueles que não gostavam dela, Dinora sempre foi indiferente, sem dar qualquer importância.
O desprezo deles nunca a afetou; ela jamais se importou com pessoas irrelevantes.
Ao encontrar tais pessoas, nem sequer se dava ao trabalho de olhar uma segunda vez.
Se você tivesse passado por tudo o que Verônica enfrentou, ainda assim conseguiria dizer com essa calma que nada disso tem a ver com você, que tudo foi culpa dela mesma?”
Dinora respondeu: “Atribuir a mim crimes que não cometi não é justo.”
Gustavo ergueu as sobrancelhas. “Justiça? Senhora Porto, por acaso acha que sou algum juiz imparcial, aqui para lhe fazer justiça?
O que você acha injusto não tem nada a ver comigo.
Naquela época, Fausto foi justo com Verônica?
Será que você acha que o mundo inteiro precisa tomar o seu partido, e não o de mais ninguém?
Nem venha dizer que é totalmente inocente; mesmo que fosse também vítima, o que isso mudaria?
Jamais quis ser o defensor da justiça.”
Esse favoritismo tão escancarado deixou Dinora ligeiramente abalada.
Ela de repente percebeu que, no fundo, Gustavo e Fausto eram do mesmo tipo de pessoa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...