Fausto recuperou-se rapidamente do choque.
Ele também baixou o vidro do carro e olhou para Gustavo com um olhar cheio de ódio e rancor, rangendo os dentes.
“Como você está dirigindo o carro da Dinora?”
Gustavo sorriu despreocupado e respondeu: “Claro que a Sra. Porto me emprestou. Sem a permissão dela, como eu conseguiria sair com o carro?”
Os dentes de Fausto rangeram ainda mais forte, enquanto seus olhos ficavam vermelhos de raiva.
“Por que ela emprestaria o D'Luz para você?”
Gustavo pensou por alguns segundos e disse: “Ouvi dizer que a Sra. Porto admira os fortes. Talvez ela ache que eu possa derrotar o Sr. Fausto Barreiros, por isso decidiu me emprestar o D'Luz.”
Fausto apertou os punhos instintivamente.
O D'Luz da Dinora, nem ele próprio nunca tinha pegado emprestado.
Agora, estava nas mãos daquele que quase o matou, que o deixou sem uma orelha e sem um braço!
A raiva borbulhava no peito de Fausto, e um forte sentimento de traição começava a crescer dentro dele.
Ele sabia que Dinora não gostava dele, mas nunca se importou, tampouco sentiu raiva.
Sempre achou normal que uma mulher tão notável quanto Dinora tivesse um padrão elevado.
Além disso, ele conhecia bem a ambição de Dinora.
Na verdade, admirava a coragem e a habilidade dela, que não deviam nada aos homens.
Estava disposto a ser o degrau para que ela pudesse subir ainda mais alto.
Porém, isso não significava que ele aceitava ser usado por Dinora para beneficiar seu inimigo!
Gustavo acrescentou: “Fausto, acredita que hoje, mesmo se eu te atropelasse e destruísse o D'Luz, a Dinora não diria uma só palavra?”
Ao dizer isso, Gustavo suspirou teatralmente.
“Que pena, não é? O Sr. Barreiros está tão gravemente ferido, e sua musa está se divertindo em uma corrida com o próprio inimigo.
Mas, Sr. Barreiros, não culpe a Dinora. Quem mandou você não ter mais utilidade?
Para Fausto, Maria não passava de uma inútil, incapaz de fazer qualquer coisa certa.
Se fosse com ele, teria abandonado Maria sem hesitar.
Porém, Verônica, por Maria, quebrou sua própria mão.
Se, hoje, a pessoa naquela situação fosse Verônica, ela certamente não o abandonaria tão facilmente.
Fausto não sabia por que aquilo lhe veio à mente de repente.
Seu rosto ficou pálido e ele cuspiu mais sangue.
Olhando para os olhos sorridentes de Gustavo, de repente, algo ficou claro para ele.
Fixou o olhar em Gustavo e disse: “Agora entendi. Então você ajudou Verônica não por interesse, mas porque você gosta daquela mulher!”
Gustavo lançou-lhe um olhar estranho e respondeu: “E por que mais seria? Você acha que eu não tenho nada melhor para fazer do que ajudar os outros por bondade?”
Exceto quando estava diante de Verônica, Gustavo nunca escondeu esse fato.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...