Dinora manteve o sorriso inalterado e disse: “O profissionalismo do Gu era realmente admirável.”
Gustavo lançou-lhe um olhar estranho, mas permaneceu em silêncio.
Dinora olhou as horas e comentou: “Já era hora do almoço, gostaria de almoçar comigo?”
Dinora fez o convite de maneira casual, pois não acreditava que Gustavo aceitaria.
Afinal, considerando a relação de Verônica com a família Porto, mesmo que Gustavo tivesse algum interesse, não poderia se aproximar demais dela publicamente, para não levantar suspeitas.
No entanto, para surpresa de Dinora, Gustavo respondeu: “A senhora Porto vai oferecer o almoço?”
Dinora ficou um instante surpresa, depois sorriu: “Claro que sou eu quem convida.”
Dinora, obviamente, não se importava com o custo de um almoço.
Naturalmente, Gustavo também não teria tal preocupação.
O que Gustavo dissera indicava sua concordância em almoçar juntos.
Dinora sorriu e perguntou: “Gu, o que você gosta de comer?”
Gustavo prontamente mencionou o nome de um restaurante sofisticado próximo dali.
Os restaurantes ao redor do Grupo Porto ficavam muito próximos e reuniam as filiais mais requintadas da cidade.
O restaurante mencionado por Gustavo era o de maior custo médio entre todos, sendo um local onde até jovens de famílias abastadas hesitavam antes de ir.
Mas, para Dinora, filha de uma das famílias mais tradicionais e ricas, aquilo não era nada.
Ela sorriu e disse: “Tudo bem, vou buscar o carro.”
Logo os dois chegaram ao restaurante.
O garçom se aproximou com o cardápio nas mãos: “O que os senhores desejam pedir?”
Dinora olhou para Gustavo: “Gu, você tem vontade de comer algo específico?”
Gustavo respondeu: “É minha primeira vez aqui, que tal você me recomendar alguns pratos?”
Gustavo disse: “Ouvi da Verônica que ela toca violino desde pequena e que cursou a Universidade Solar do Atlântico, mas parece que vocês não sabiam disso?”
Dinora admitiu com tranquilidade: “De fato, não sabíamos. Naquela época, a família discutia se eu deveria estudar artes ou ingressar na faculdade de administração.
Eu queria estudar administração, mas meu pai não permitiu. Naquele período, tentei lutar pelos meus interesses, foi a primeira vez que discordei do meu pai por tanto tempo.
Infelizmente...”
No rosto de Dinora surgiu um sorriso resignado. “No final, acabei fracassando.”
Ao dizer isso, Dinora suspirou suavemente.
“Na verdade, meu talento artístico era muito inferior ao de Verônica, mas, naquela época, ninguém em casa sabia disso. Se soubessem, certamente teriam investido no desenvolvimento da Verônica.”
Gustavo comentou: “Então, o pai e o irmão da Verônica nunca acreditaram nela?”
Dinora respondeu: “O pai e o irmão da Verônica não é que não acreditassem nela, mas como ela cresceu longe da família, meu pai não cumpriu o papel de parente e Verônica nunca recebeu nenhum recurso por ser da família Porto.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...