Os rostos de todos da família Porto ficaram extremamente sombrios.
De jeito nenhum esperavam que Verônica, além de acusar primeiro sendo culpada, ainda fingisse inocência.
Caio, sendo impaciente por natureza, foi o primeiro a perder o controle.
Ele apontou para Verônica e disse em voz alta, tomado de raiva: “Verônica, pode continuar fingindo! Não pense que não sabemos das coisas que você fez.”
Verônica demonstrou um olhar surpreso. “Pelo jeito de Caio, parece que ele também sabe quem está me perseguindo.
Parece que só eu não sei o que fiz de errado ou a quem ofendi.”
Com um semblante de quem realmente buscava esclarecimento, Verônica perguntou: “Então, gostaria de saber de Caio: afinal, que crime horrível cometi para ser perseguida o tempo todo?”
Caio, por reflexo, começou a falar: “Você claramente...”
Porém, após apenas três palavras, ele não conseguiu continuar.
Caio percebeu que aquele discurso antecipado de Verônica havia colocado todos eles em uma posição desconfortável.
“Perseguição”, “tentar matá-la”, “quase perder a vida”, “inimigos mortais”...
Expressões realmente chocantes.
O rosto de Caio pareceu ter recebido um tapa forte, ardendo de vergonha.
Ele sabia muito bem que Verônica não estava exagerando, mas apenas relatando os fatos.
Naquele momento, Caio passou a culpar Eduardo, pensando por que ele tinha causado tamanho alarde.
Os membros da família Porto apresentaram expressões diversas e, por um instante, ninguém mais falou.
Foi Marcelo quem se recompôs primeiro e, sorrindo, disse: “Verônica, você foi ao aeroporto agora há pouco para se despedir de uma amiga?”
Verônica respondeu: “Sim, minha amiga viajou hoje, é fácil confirmar, basta procurar o voo dela.”
Ela então olhou para João e disse: “Agora há pouco, o irmão mais velho me ligou pensando que eu estava fugindo. Para evitar mal-entendidos, voltei imediatamente.
Quem diria que, no caminho, acabei passando por tudo isso, o que me atrasou bastante.”
Ao chegar nesse ponto, ela soltou um profundo suspiro.
Fausto, tranquilo, tomou um gole de chá. “Processar não é necessário, basta seguirmos o nosso acordo.
Afinal, as famílias Barreiros e Porto colaboram há anos. Em consideração à Dinora, posso deixar de lado essa questão.”
Gustavo replicou: “Ah, então, é melhor que prossiga com a acusação.”
“……”
Diante de um breve silêncio, Fausto comentou: “Sendo assim, vocês não têm provas e querem descumprir o combinado?”
Se fosse pelo plano anterior, Verônica teria se apresentado e admitido.
Mas Gustavo afirmou já ter encontrado provas...
Verônica não respondeu de imediato.
Gustavo então sorriu de leve. “Como seria possível? Caluniar o chefe da família Barreiros é um crime grave.
Verônica não apenas teria que enfrentar a própria família, mas também entregar suas ações originais.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...