No mesmo restaurante, na sala privada que Thiago havia reservado com antecedência, mas que fora ocupada, Samuel Jordão e Bianca Alvares jantavam.
Bianca olhava para o homem à sua frente com um sorriso meigo no rosto: — Eu o chamei aqui hoje, Seu Samuel, para agradecer a ajuda que me deu nos últimos dias.
Alguns dias atrás, ela havia pegado o roteiro de uma novela, mas como a nova atriz e o diretor tinham um envolvimento suspeito, o seu papel estava prestes a ser substituído de última hora. Foi Samuel quem a ajudou, fazendo com que assinasse com sucesso o contrato para a personagem principal.
Samuel curvou os lábios. O seu rosto belo e exótico exibia um sorriso arrogante e perverso: — Você é a melhor amiga da Fabiana, é o mínimo que eu posso fazer por você.
Bianca sentou-se ereta, com classe, mostrando um sorriso encantador: — A Fabiana sempre fala de você para mim, diz que é um ótimo marido.
Ela mentia sem nem piscar. Quando as duas estavam juntas, quem mais dominava as conversas era Antônio, ao passo que Fabiana quase nunca mencionava Samuel.
Às vezes, quando ela perguntava sobre ele, Fabiana apenas dava respostas evasivas para mudar de assunto.
No fundo, ela sabia muito bem que a relação entre Fabiana e Samuel não era boa.
Porque, na sua frente, Fabiana se recusava a sequer mencionar o nome de Samuel.
Samuel deu uma risada fria.
Ótimo marido?
Aquela mulher era realmente muito boa em contar mentiras.
Ele baixou levemente os cílios, um brilho astuto cruzou os seus olhos antes de voltar a olhar para Bianca: — A Srta. Bianca é tão bonita. Tenho certeza de que muitas pessoas gostam de você, não é?
Sendo questionada dessa forma, a vaidade de Bianca foi acariciada.
O seu rosto, minuciosamente maquiado, manteve a elegância habitual enquanto ela soltava um suspiro fingindo lamentação: — Aqueles que gostam de mim, não me interessam, e o que eu amo, não sente nada por mim.
Samuel sorriu de forma maliciosa: — Os homens que não gostam de você têm um péssimo gosto.

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