Clarice saiu de seu escritório e, ao ver Sabrina, as duas se cumprimentaram. Logo em seguida, ela a convidou para jantarem juntos à noite.
O jantar serviria tanto para dar as boas-vindas aos novos colegas quanto para comemorar a inauguração da editora, então Clarice, como maior acionista, pagaria a conta.
Sabrina aceitou o convite e foi esperar no escritório de Ricardo até o fim do expediente. Enquanto aguardava, telefonou para Antônio.
Após escutá-la, Antônio concordou: — Tudo bem. Não volte muito tarde, depois eu passo para te buscar.
Ela tocou de leve no pequeno cacto ao lado do computador, respondendo com um tom de voz macio: — Eu volto dirigindo o meu carro.
Naquele momento, Antônio estava ocupado assinando documentos com uma mão e segurando o celular perto do ouvido com a outra: — Não me sinto tranquilo.
Sabrina sabia que ele não costumava mudar de ideia facilmente, então disse: — Tudo bem, quando estiver perto de terminar, eu te ligo.
— Combinado. — O homem respondeu, a voz profunda carregada de uma leve ternura.
Às cinco horas, ao final do expediente, todos desligaram os computadores, recolheram as suas coisas e foram para o restaurante, dividindo-se entre os carros de Sabrina e de Clarice.
Ricardo havia feito uma reserva de uma sala privada com antecedência, mas, ao informar o seu nome no restaurante, o garçom avisou que a sala não estava mais disponível. Os sorrisos animados do grupo desapareceram na hora.
Ricardo franziu o cenho: — Eu tenho certeza de que fiz a reserva! Como é que não tem?
Dizendo isso, puxou o celular para mostrar o histórico de chamadas. Ele havia ligado às nove e dois da manhã. Tinha também a mensagem do banco confirmando o débito de mil reais do adiantamento.
O garçom não sabia se explicar muito bem. Apenas repetia incessantemente que realmente não havia mais salas privadas, pedindo desculpas inúmeras vezes.

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