Sabrina Silva chegou à Revista Vanguarda com um atraso de meia hora. Todos os colegas trabalhavam ordenadamente.
Assim que ela se sentou e ligou o computador, Ricardo Queiroz lhe entregou a bolsa que ela havia deixado para trás em Areias Douradas na noite anterior. Vendo que ela parecia um pouco abatida, ele perguntou:
— Não descansou bem noite passada?
Lembrando-se de ter sido provocada até o meio da noite por certa pessoa, o rosto dela esquentou, e seu olhar ficou um pouco desconfortável:
— Um pouco.
Ricardo Queiroz estava muito curioso sobre o que havia acontecido na noite anterior e por que ela havia saído tão de repente, sem ao menos se despedir e até mesmo esquecendo a bolsa.
— Encontrou com algum conhecido ontem?
Ela sorriu levemente, dando uma resposta ambígua:
— Pode-se dizer que sim.
Ricardo Queiroz encostou-se na mesa dela, segurando uma xícara de café puro, e provocou:
— Não me diga que ontem à noite você viu algum cara bonito, não resistiu e foi se divertir?
Sabrina Silva revirou os olhos para ele e pegou uma pasta fingindo que ia bater nele. Ele desviou rapidamente, mas, infelizmente, o café em sua mão derramou por toda a sua roupa. Ele reclamou sem parar:
— Meu Deus, minha roupa!
Sabrina Silva, ao receber o olhar indignado dele, não se conteve e caiu na gargalhada.
Aquele riso irritou Ricardo Queiroz ainda mais. Ele puxou lenços de papel da mesa de uma colega ao lado e tentou limpar as manchas de sua roupa.
Preparando-se para ir ao banheiro se limpar, ele deu dois passos, de repente parou e olhou para trás:
— A propósito, seu celular tocou a noite toda ontem. Achei muito barulho e o desliguei.
Com aquele lembrete, Sabrina Silva se lembrou de que não havia voltado para casa a noite inteira, nem tinha ligado para avisar, e Teresa Silva com certeza ficou preocupada a noite toda.

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