A discussão chamou a atenção das pessoas ao redor, que começaram a encará-los com curiosidade.
Dentro do salão, Gustavo Guimarães segurava uma taça de champanhe enquanto conversava com alguém. Marcos Barreto aproximou-se e sussurrou algo em seu ouvido. Com um sorriso, ele pediu licença à pessoa com quem falava, entregou a taça a Marcos e saiu apressadamente do salão.
Perto do jardim, fora do salão de banquetes, Sabrina e Ricardo ainda insistiam com Heitor, tentando convencê-lo a aceitar a entrevista.
A postura de Heitor permanecia inabalável, sem a menor margem para negociações. Seu rosto estava tão tenso que ele parecia à beira de uma explosão de raiva.
Sabrina abriu a boca, prestes a falar, quando sentiu um peso no braço. Uma mão de ossos bem marcados segurou seu braço. Ao virar o rosto, viu que era Gustavo Guimarães.
Com um sorriso no rosto, Gustavo olhou para Heitor com uma expressão de desculpas:
— Prefeito Henriques, sinto muitíssimo. Peço que não leve a mal o incômodo que a Sabrina lhe causou hoje. Com certeza irei repreendê-la como se deve.
Ainda com uma expressão severa, Heitor ajeitou as rugas do seu paletó:
— Acho bom mesmo. — Dito isso, afastou-se a passos largos.
Sabrina fez menção de segui-lo, mas Gustavo segurou o seu pulso. Sua tentativa de se soltar foi em vão, e ela não pôde fazer nada além de observar Heitor ir embora.
Ela virou a cabeça e fuzilou Gustavo com os olhos, visivelmente irritada:
— Sr. Guimarães, não se intrometa nos meus assuntos!
Em contraste com a raiva dela, o rosto de Gustavo exibia uma calma impassível:
— Há muitos jornalistas aqui. Se não quiser virar manchete amanhã, preste atenção no seu comportamento.
Ela curvou levemente os lábios, em uma expressão carregada de sarcasmo:

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