Atrás do hotel, havia um gramado florido em estilo de fazenda, onde foram dispostas mesas compridas com toalhas brancas, repletas de uma vasta variedade de iguarias.
Quando Sabrina Silva encontrou Ricardo Queiroz, ele segurava um pedaço de bolo, com os olhos fixos em Heitor Henriques, que conversava com outras pessoas perto da fonte.
Ela deu um tapinha em seu ombro por trás. Talvez o tivesse assustado, pois a reação dele foi tão exagerada que o bolo em suas mãos quase caiu no chão.
Ao ver que era ela, Ricardo suspirou aliviado e perguntou:
— Como você entrou?
— Entrando com as minhas duas pernas. — Ela pegou o bolo intocado das mãos dele, espetou um pequeno pedaço e o provou. Era de mirtilo, o seu sabor favorito.
Ricardo nunca fora fã de doces; pegar o bolo fora apenas para disfarçar:
— Não, eu quero dizer...
Sabendo o que ele iria perguntar, ela rapidamente o interrompeu:
— Você já conseguiu falar com o Prefeito Henriques?
Ricardo coçou a cabeça:
— Ainda não encontrei o momento certo.
Ela lançou um olhar para Heitor Henriques, que continuava perto da fonte:
— Este bolo está ótimo. Continue de olho aqui, eu vou procurar mais alguma coisa para comer.
Heitor Henriques estava conversando com duas ou três pessoas. Aquele não era um bom momento para se aproximar de forma imprudente e pedir uma entrevista. Se ele chamasse a segurança, ambos seriam expulsos do evento.
Por acaso, ela notou que havia uma varanda no estilo mezanino na lateral do salão. Devido à iluminação fraca, era difícil para os outros notarem.
Assim que virou a esquina, ouviu as vozes de um homem e de uma mulher conversando na varanda.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Única Exceção do Magnata