A Sra. Andrade a avaliou de alto a baixo, com os olhos revelando um misto de dúvida e espanto.
Teria sido ignorância dela?
Nunca ouvira falar que a família Silva tinha outra filha.
— A Sra. Silva é realmente linda. Parece que ainda está na faculdade, não é? — A Sra. Correia deu um leve cutucão na Sra. Andrade, que, percebendo sua falta de modos, forçou uma risada antes de falar.
Sabrina possuía uma pele macia e lisa, com o rosto delicado e olhos negros tão puros e cristalinos que, para quem não a conhecesse, de fato lembrava uma universitária que ainda não havia ingressado no mundo real.
— Sabrina já se formou. Ela passou os últimos anos no exterior e só voltou há quinze dias, por isso vocês ainda não a tinham visto — explicou Sofia, sorrindo.
Com essa explicação, a Sra. Correia e a Sra. Andrade finalmente compreenderam a situação e cobriram Sabrina de elogios.
Sabrina manteve o sorriso no rosto durante todo o tempo e, quando elas finalmente ficaram sem palavras, murmurou um singelo "Obrigada".
Assim que Sofia se preparava para levá-la a conhecer outras pessoas, um alvoroço tomou conta do salão de banquetes, fazendo todos olharem na mesma direção —
O homem que adentrou o recinto vestia um terno impecável e tinha feições belas. Sua nobreza era pontuada por um ar de frieza, e a indiferença em seu semblante era algo impossível de ignorar.
Sua mera presença parecia ter injetado uma nova vivacidade à festa, e imediatamente várias pessoas se aproximaram para apertar-lhe a mão e trocar gentilezas.
Apesar do sorriso nos lábios, sua postura era distante, sem demonstrar qualquer proximidade ou calor humano.
Sérgio Silva se aproximou, e Sabrina e Sofia disseram "Pai" em uníssono.
— Venha comigo. — Sérgio assentiu, olhou para Sabrina e ergueu levemente o braço.

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