Cael Castro não voltou após sair da sala privativa.
Depois que o jantar terminou, os mais sóbrios eram Sabrina, que havia tomado apenas leite, e Cael, que havia saído no meio.
Embora Antônio tivesse bebido bastante, não estava cambaleando como os outros. Afora o leve rubor em seu rosto, parecia perfeitamente normal.
Cael chamou carros para todos. Ele e Sabrina ajudaram cada um a embarcar, e depois ele foi ao estacionamento buscar o carro.
Sabrina voltou à sala para buscar Antônio. Ao empurrar a porta, ela hesitou por um momento.
A camisa branca de Antônio tinha os dois primeiros botões abertos, revelando sua pele cor de mel. Um de seus braços estava repousado sobre o encosto da cadeira ao lado. Sua postura casual e preguiçosa era incrivelmente sensual. Seus traços normalmente severos pareciam um pouco mais suaves sob a luz.
Talvez por causa do álcool, seus olhos profundos traziam a nebulosidade da embriaguez, parecendo ainda mais sedutores por trás dos cílios grossos e escuros.
Enquanto despedia-se dos outros há pouco, Sabrina havia pedido ao garçom um chá para ressaca.
Antônio pegou o chá e tomou um gole, perguntando com a voz rouca:
— Já foram todos embora?
— Já foram. — Sabrina, vendo-o se levantar, apressou-se a pegar o paletó no cabide e estendê-lo a ele.
Antônio o pegou e vestiu, e os dois saíram da sala, um atrás do outro.
Sabrina prestava atenção aos movimentos dele. Vendo que caminhava normalmente, soltou um suspiro de alívio silencioso.
Ao saírem do clube, a brisa noturna soprou contra eles, trazendo um leve frescor. Cael já havia encostado o carro e estava os esperando.
No caminho de volta ao hotel, o carro de repente morreu.
Cael desceu, abriu o capô para inspecionar e voltou para informar Antônio.
— Sr. Jordão, há um problema. Pode levar um tempo para consertar.
Antônio abriu os olhos, que até então mantinha fechados, e franziu levemente a testa:
— Quanto tempo?

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