Ela cumprimentou com um sorriso amigável:
— Bom dia, Sr. Cícero.
Depois, indicou o endereço da revista ao motorista. Embora a redação e a empresa do pai ficassem em sentidos opostos, Sérgio mesmo assim decidiu deixá-la no trabalho.
Isso a deixou um pouco atônita e lisonjeada.
Clarice, a editora-chefe, a apresentou pessoalmente aos novos colegas. Como todos ali sabiam que a moça fora levada por indicação da chefe, foram muito amigáveis e solícitos com ela.
Sem nenhuma bagagem naquela área, o primeiro dia dela se resumiu a bater cópias e fazer pequenas tarefas do gênero. Ao fim do expediente, reparou que quase não havia trabalhado.
...
No dia da festa de oitenta anos do avô Silva, os empregados levaram logo de manhã um vestido para o quarto de Sabrina, acompanhado por um refinado conjunto de joias feitas sob encomenda.
O jantar começaria apenas à noite, mas Sabrina já havia pedido o dia de folga.
Após o almoço, Sérgio e Teresa seguiram antes para o salão de festas do hotel.
À noite, Sofia Silva e Gustavo Guimarães chegaram à mansão para buscar o avô.
Escutando passos vindos da escada, Gustavo lançou o olhar na direção do som. Seus olhos negros luziam límpidos.
Sabrina estava descendo em seu vestido de gala de ombro único, que possuía renda adornando a bainha. O corte irregular flutuava à medida que ela caminhava, gracioso como fumaça, ressaltando sua graciosidade elegante e delicada.
Assim que ela pisou no andar de baixo, Sofia adiantou-se, sorrindo:
— Sabrina, você está maravilhosa hoje.
Sabrina sempre fora esbelta, de cintura fininha e pele alva. Qualquer roupa que ela vestisse nela lhe caía bem.
Aquele longo requintado só reforçava o seu porte elegante, transmitindo a serenidade meiga e polida que se esperava de uma verdadeira herdeira.
Nas mãos, ela levava uma caixa quadrada. Era o presente para o avô.
Aproximou-se e o ofereceu ao idoso:

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