O final do caminho levava a um jardim de flores. Ela sentou-se em um banco, olhou para as estrelas no céu noturno, e a brisa noturna roçou, levantando os fios de cabelo em suas orelhas.
Bem quando estava absorta na paisagem, uma silhueta esbelta e esguia entrou em seu campo de visão.
Ele trazia consigo o cheiro do perfume que Sofia Silva costumava usar; seus olhos negros pareciam um abismo, fitando-a fixamente naquele instante.
Ficou de pé contra a luz, e as luzes amareladas dos postes atrás dele deixavam sua silhueta difusa e nebulosa, seu rosto charmoso desprovido de qualquer emoção.
— Por que você veio ao banquete com o Antônio Jordão?
A voz dele estava suave, soando como uma pergunta comum, mas Sabrina Silva, que o conhecia tão bem, ainda pôde notar certo tom de questionamento.
Embora ela não entendesse por que Antônio havia decidido trazê-la àquela noite, que direito Gustavo Guimarães tinha agora de questionar sua vida pessoal?
Havia um leve sorriso nos cantos da boca dela, e o tom de sua voz soou nem frívolo, nem profundo:
— Como você pode ver, esta noite sou a acompanhante dele.
Os lábios finos de Gustavo se franziram levemente; parecia descontente com a resposta que fugia à pergunta.
— Você tem ideia da comoção que causará por ter vindo junto com ele? Amanhã todas as manchetes estarão noticiando isso!
Ela respondeu com indiferença:
— E daí?
Se Sérgio Silva soubesse, provavelmente ficaria muito feliz, não é?
Antes que Antônio viesse a público esclarecer a relação entre os dois, as pessoas que colaboravam com o Grupo Silva possivelmente não iriam mais dificultar as coisas para Sérgio, o que, para a situação atual do Grupo Silva, poderia ser considerado um pequeno bônus.
Ao ver o sorriso leve e encantador no rosto dela e ouvir a resposta descuidada, o coração dele foi ferido profundamente.
Com a voz rouca, ele disse:
— Fique longe dele.

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