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A Única Exceção do Magnata romance Capítulo 141

O carro parou em frente a um restaurante elegante e sofisticado. Sabrina Silva desceu e seguiu Thiago Ximenes, caminhando logo atrás dele em direção à entrada.

Thiago, notando que ela demorava a acompanhá-lo, virou-se e a viu mancando. Com uma expressão de surpresa, perguntou:

— O que aconteceu com o seu pé?

— Torci. — Como eles haviam se encontrado na porta do hospital, se ela não estivesse sentindo dor, por que iria até lá sem motivo algum?

Se fosse qualquer outra mulher, Thiago estaria mais do que disposto a carregá-la nos braços como uma princesa e, de quebra, tirar uma casquinha. Mas com a mulher à sua frente, isso era impossível.

Afinal, aquela mulher era a pessoa que Gustavo Guimarães protegia com todas as suas forças.

Se ele ousasse ter qualquer segunda intenção com ela, Gustavo cortaria a amizade na mesma hora e faria de sua vida um verdadeiro inferno.

Ele diminuiu o ritmo e, quando ela se aproximou, ofereceu-lhe o braço para se apoiar. Os dois entraram no restaurante. Sabrina pegou o cardápio entregue pelo garçom e pediu alguns pratos.

Sentaram-se perto da janela. Do lado de fora dos vidros que iam do chão ao teto, o pôr do sol tingia metade do céu de vermelho, como se uma camada de tinta laranja tivesse sido derramada, criando uma beleza enevoada e deslumbrante.

Sabrina apoiou a cabeça em uma das mãos e olhou para fora, observando a multidão apressada após um longo dia de trabalho. Os rostos dos pedestres refletiam alegria, tristeza, euforia, opressão e angústia — um retrato fiel daquele mundo complexo.

Thiago seguiu o olhar dela e olhou para fora. Quando estava prestes a perguntar o que ela observava, seu olhar voltou-se para a mulher à sua frente e, por um momento, ele ficou hipnotizado.

O perfil dela era deslumbrante. O rosto liso e claro era impecável, o nariz delicado como uma flor rara, e os longos cílios projetavam sombras em forma de leque sobre as pálpebras. A luz alaranjada atravessava o vidro e banhava seu corpo, envolvendo-a em uma névoa onírica, como uma obra de arte perfeitamente esculpida à mão.

A cena era tão bonita quanto uma pintura a óleo, ainda mais refinada do que as pinceladas de um grande mestre.

No entanto, o rosto dela parecia um pouco pálido. Seus cílios piscaram levemente e, sob a luz difusa, ela transparecia uma fragilidade extrema — tão frágil que, ao menor toque, poderia se estilhaçar no chão, impossível de ser remontada.

Ele já havia conhecido muitas mulheres e apreciado diferentes tipos de beleza, mas nunca vira uma beleza tão serena quanto a dela. Era como uma gardênia desabrochando ao amanhecer, pura e adorável.

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