De acordo com os planos, ficariam apenas mais um dia antes de voltarem para o Brasil. Sabrina também havia combinado com Leonardo Marinho de visitarem a roda-gigante antiga em Wall Street.
Mas, mal haviam terminado o café da manhã, Antônio recebeu uma ligação de Johnson informando que alguém havia morrido na empresa.
Como acabavam de adquirir a Investimentos T, um acontecimento daqueles exigia a presença de Antônio, o acionista majoritário, para lidar com a situação e coordenar as coisas.
Sabrina e os outros dois correram para a empresa. A polícia já havia cercado o local, mantendo a multidão isolada a uns dois metros de distância do cadáver. Ninguém podia se aproximar, e os peritos realizavam os exames no corpo da vítima.
Cael apresentou as credenciais de Antônio, e, com a garantia de Johnson, foram autorizados a cruzar a fita amarela.
O falecido havia despencado do terraço da cobertura. Uma imensa poça de sangue se acumulava debaixo do corpo. A morte acontecera há algum tempo, pois o corpo já apresentava rigidez.
Antônio perguntou a Johnson para entender a situação:
— O que aconteceu?
Johnson repassou as informações que tinha:
— A vítima se chama Chad Barbosa. Tinha vinte e sete anos e pertencia ao Departamento de E-commerce. Ele trabalhava na empresa há três anos; era muito dedicado e se dava bem com os colegas de trabalho. Nunca teve desentendimentos com ninguém.
Sabrina olhou para cima em direção ao terraço e indagou:
— Que motivos o levariam a cometer tal ato?
Johnson encolheu os ombros e espalmou as mãos:
— Não tenho certeza se foi suicídio ou algo premeditado, mas quando ele chegou para trabalhar hoje de manhã, parecia tudo normal. Não havia nada de estranho.
A implicação era de que a probabilidade de um crime era alta; ou seja, o falecido possivelmente fora assassinado.
Antônio refletiu por um momento:
— Enquanto a polícia não apresentar um laudo, não podemos tirar conclusões baseadas em nossas suposições.
Todos sabiam que a sociedade e a justiça se apoiam em evidências.

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