Só não sabia se aquela mulher havia realmente se interessado por Antônio Jordão, ou se isso era ideia de Johnson.
Ela respondeu de forma contida: — Sou apenas a assistente dele. Se você perguntar sobre assuntos de trabalho, talvez eu até saiba, mas essa é uma questão pessoal do Sr. Jordão. Lamento, mas não tenho muita certeza.
A assistente de Johnson sorriu sem graça: — Eu só perguntei por curiosidade.
As duas voltaram à sala de reuniões. Antônio Jordão e os outros discutiram os detalhes da aquisição, finalizaram os planos e, após imprimirem o contrato, Antônio verificou tudo minuciosamente. Sem encontrar problemas, assinou.
A aquisição desta vez foi muito tranquila e não exigiu quase nenhum esforço.
Na hora do almoço, Johnson organizou tudo. O restaurante escolhido era luxuoso, parecendo um palácio de cristal.
Antônio agora era o maior acionista da Investimentos T, então Johnson naturalmente queria bajulá-lo. Usando a desculpa de ser um bom anfitrião, serviu-lhes um banquete suntuoso e depois sugeriu que fossem a um bar relaxar.
O chamado "relaxar" era apenas um termo de fachada; qualquer adulto saberia o que isso significava.
Tendo acabado de se tornar o dono da Investimentos T, Antônio não podia se dar ares de grandeza e, seguindo o cronograma de Johnson, foi com eles ao bar.
Sabrina Silva não era estranha a bares. Quando chegou à Califórnia, costumava ir aos bares para afogar as mágoas na bebida. Foi a partir daquela época que ela, que antes se embriagava com um só copo, passou a ter uma resistência cada vez maior ao álcool.
Certa vez, embriagou-se em um bar e quase se aproveitaram dela. Quem a salvou foi Leonardo Marinho, e foi assim que se conheceram.
O bar de hoje era fora do comum. Estava sediando um leilão de belezas, então o lugar estava lotado, com vozes eufóricas gritando e ensurdecendo a todos.
Johnson devia ter avisado o dono do local com antecedência, pois assim que chegaram, alguém os conduziu à área VIP.

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