Toda segunda-feira, a secretaria realizava uma reunião de balanço semanal. Cada funcionário resumia como havia sido o seu progresso na semana anterior.
No final da reunião, Flávia Mendes reteve Sabrina Silva para conversarem a sós:
— Vá para casa e faça as malas. Você pegará o voo ao meio-dia e acompanhará o Sr. Jordão numa viagem de negócios aos Estados Unidos. Ao perceber a hesitação no olhar dela, acrescentou: — O assistente Cael também irá.
Cael e Flávia eram os braços-direitos de Antônio Jordão. Mas, como Flávia tinha que gerenciar a secretaria toda e a viagem não terminaria em poucos dias, ela não teria como acompanhá-lo.
Sabrina olhou para a hora. Estava na empresa há menos de uma hora e já precisava voltar para fazer as malas. Por que não tinham falado nada no dia anterior?
Apesar de carregar uma leve queixa no peito, ela abriu um sorriso:
— Está bem, eu vou arrumar tudo.
Ela tomou um táxi correndo para a Mansão Silva. Ao passar pelos canteiros, Teresa Silva podava as flores. Vendo a filha chegar àquela hora, ficou surpresa:
— Sabrina... Você não foi trabalhar hoje? Ou não está se sentindo bem?
Com a cabeça inclinada e o olhar brilhante, Sabrina respondeu:
— Vou para os Estados Unidos a negócios com o Sr. Jordão, vim arrumar minhas roupas.
No seu tempo livre, Teresa gostava de cultivar as flores para nutrir o seu corpo e o seu espírito, e como tinha origens na Vila Serena do sul, suas raízes exalavam uma elegância contida e pacífica.
Sofia Silva havia herdado toda essa boa aura e elegância de sua mãe. Se alguém dissesse que Sofia não era filha biológica, dificilmente alguém acreditaria.
Teresa baixou as tesouras de poda e aceitou a toalha das mãos da empregada para limpar as mãos:
— Viagem a negócios nos Estados Unidos? Tão longe? Quanto tempo vai demorar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Única Exceção do Magnata