Hoje em dia, Orlando já mantinha esse costume há anos, sempre chamando Silvana de "mãe".
E, devido à influência de Helena, não sentia que houvesse qualquer inadequação nessa forma de tratamento.
Orlando olhava para Silvana com uma expressão de admiração.
"A Sra. Castro disse que a mãe é a mulher com as melhores ideias, eu sabia que não erraria ao te perguntar."
Silvana achou graça das palavras de Orlando.
"Daqui a pouco, quando chegarmos à loja, eu vou te ajudar a escolher com muito cuidado."
Silvana, enquanto falava com Orlando, movia-se para dentro do elevador.
A porta do elevador se abriu novamente e alguém entrou vindo de fora.
Silvana levantou os olhos, e seu olhar se deparou, de forma desprevenida, com a profundidade de um par de olhos castanhos escuros.
A postura dele continuava ereta; vestindo um terno cinza escuro fosco de corte impecável, ele havia perdido a impetuosidade juvenil de seis anos atrás, acrescentando uma frieza e sobriedade de quem havia vivido muitas experiências.
Os olhos de Xavier estavam cobertos por uma leve camada de distanciamento e indiferença, sem qualquer oscilação ou emoção aparente.
O pequeno Orlando, ao lado de Silvana, não percebeu a tensão oculta nos olhares dos adultos e continuou falando com Silvana.
"Mãe, quando você for escolher o presente daqui a pouco, não pode ultrapassar este valor; se ultrapassar este valor, eu não terei dinheiro extra, e na hora de pagar a conta vai ser muito constrangedor."
Silvana desviou o olhar de Xavier, abaixou os olhos e disse à criança ao seu lado.
"Não tem problema, se o preço ultrapassar o valor, a mãe completa para você."
Orlando recusou com veemência: "Não pode."
"Eu sou uma pessoa de princípios."
Silvana, ao ouvir isso, apertou os lábios, afagou a cabeça de Orlando e estava visivelmente um pouco distraída.
"Bom menino."

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Traição na Véspera do Casamento
Eu amo esse livro, estou ansiosa para ver, como Silvana vai pisar nessa formiga irritante da Beatriz!...