Silvana desligou a chamada com o Secretário Arthur, foi até a sala de jantar e sentou-se sozinha à mesa para comer.
A Sra. Pessoa acompanhou-a ao seu lado, ocasionalmente aproximando as travessas de comida para Silvana.
Silvana comeu em silêncio.
Pouco depois, a campainha tocou.
A Sra. Pessoa olhou as horas, confusa.
A uma hora tão tardia, como poderia haver visitas?
"Vá dar uma olhada", Silvana disse com uma voz suave, saboreando a refeição sem pressa.
A Sra. Pessoa assentiu e saiu.
Alguns minutos depois, a Sra. Pessoa retornou.
Ela voltou trazendo um envelope de documentos nas mãos.
Silvana viu o envelope nas mãos da Sra. Pessoa e perguntou.
"De quem é este documento?"
A Sra. Pessoa estava cheia de dúvidas.
"O entregador não disse nada, apenas confirmou várias vezes que o endereço era este mesmo."
Enquanto falava, a Sra. Pessoa entregou a encomenda a Silvana.
Ao ouvir isso, Silvana levantou o olhar e examinou a etiqueta do envelope.
Ela se lembrava daquela embalagem.
Era do hospital internacional que a havia tratado quando esteve doente.
Silvana abriu o pacote, pensando que fosse a sua avaliação médica recente, mas, quando tirou o documento, notou que o nome escrito nele era Beatriz.
Ao ver o nome de Beatriz, Silvana ficou em silêncio por um instante, não continuou a ler e guardou o documento de volta no envelope, colocando-o sobre a mesa de jantar.
Ao ver que o rosto de Silvana, antes tão tranquilo, havia se tornado incrivelmente frio e distante após olhar o documento, a Sra. Pessoa não pôde evitar de franzir levemente a testa.
"Diretora Lemos, o que houve?"
Ela também havia notado a logomarca do hospital internacional na etiqueta do envelope.
Ela tinha ouvido falar que, antes de começar a trabalhar ali, a saúde de Silvana havia passado por problemas.
"Se você tivesse vindo mais cedo, as pessoas da Família Dias não precisariam abaixar a cabeça dentro da própria empresa."
Ao ouvir as palavras de Arturo, Xavier respondeu com um tom muito neutro.
"Tio, se o pessoal da Família Dias tivesse competência, como não conseguiriam manter a cabeça erguida na empresa da própria família?"
Um brilho de descontentamento passou pelos olhos de Arturo.
Xavier, no entanto, agiu como se não tivesse notado e disse com indiferença.
"Já é tarde, tio. Eu vou indo na frente."
Ao ouvir isso, Arturo imediatamente ofereceu.
"Eu te levo para casa."
Sem sequer pensar a respeito, Xavier recusou diretamente.
"Não é necessário, vou pedir ao meu secretário que me leve de volta."
Assim que Xavier terminou de falar, o Secretário Arthur já havia estacionado o carro diante deles.
O Secretário Arthur desceu do veículo para abrir a porta, e Xavier logo se abaixou para entrar no carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Traição na Véspera do Casamento
Eu amo esse livro, estou ansiosa para ver, como Silvana vai pisar nessa formiga irritante da Beatriz!...