Assim que saiu pela porta da empresa, alguém imediatamente a chamou.
"Diretora Lemos."
Silvana olhou na direção da voz e viu a colega de classe que acompanhava Beatriz no hospital naquele dia, agora parada ao lado dos seguranças.
Ela segurava um copo de café nas mãos.
Quando Silvana virou a cabeça para olhar, a moça levantou o copo de café e jogou todo o conteúdo no rosto de Silvana.
Silvana simplesmente não teve tempo de reagir.
Os seguranças ao redor, vendo a cena, imobilizaram Jessica bruscamente.
Jessica fixou o olhar furiosamente em Silvana, com os olhos cheios de ódio.
"Diretora Lemos, a Beatriz já está numa situação tão miserável, por que você continua a maltratá-la? Você ainda é humana?"
Silvana franziu a testa, e seu olhar fixo em Jessica transpareceu certa frieza.
Jessica continuava a se debater.
"Me soltem! Vocês são só um bando de seguranças, com que direito me prendem?"
"Eu vou processar vocês."
Silvana levantou a mão para arrancar o lenço de seda amarrado em seu pescoço, limpou as manchas de café do rosto e encarou Jessica com um olhar gélido.
"Você acabou de me lembrar de algo."
Quando Jessica encontrou o olhar de Silvana, um traço de pânico passou por seus olhos.
O motorista veio correndo naquele momento, com lenços de papel na mão, e os ofereceu a Silvana.
"Diretora Lemos, limpe-se."
Silvana afastou a mão dele, caminhou até Jessica e baixou os olhos para ela, como se olhasse para uma formiga insignificante.
"Eu já disse que não tenho o menor interesse em lidar com vermes patéticos como vocês, que só têm romance e sentimentos na cabeça."
Jessica mordeu os lábios com força; embora já estivesse muito nervosa, recusava-se a admitir a derrota verbalmente.
"Isso é muito fácil de dizer."
"Beatriz, não implore a ela. Eu assumo a responsabilidade pelos meus atos. O pior que pode acontecer é ser detida por quinze dias."
Causar distúrbios e ser detida por quinze dias já era o limite máximo, e ela não tinha medo.
Beatriz mordia os cantos dos lábios com força; com os olhos avermelhados e aquela aparência adoentada, parecia extremamente digna de pena.
O incidente que acabara de ocorrer já havia atraído a atenção do pessoal da recepção do Grupo Dias.
Rapidamente, o assunto se espalhou pelos grupos privados da empresa.
Silvana apenas olhou com indiferença para Beatriz e disse com uma voz muito suave.
"Sra. Martins, sua amiga disse que eu a maltratei. Eu não entendo, como exatamente eu maltratei você, se não tivemos nenhum contato durante todo esse tempo?"
Beatriz mordeu os lábios e disse baixinho.
"É tudo um mal-entendido."
Enquanto dizia isso, ela sequer ousou olhar nos olhos de Silvana.
Ao mesmo tempo, sentia-se magoada em seu íntimo pelo fato de Silvana e Xavier terem tido intimidade física.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Traição na Véspera do Casamento
Eu amo esse livro, estou ansiosa para ver, como Silvana vai pisar nessa formiga irritante da Beatriz!...