— ...
Otoniel olhou para o assistente com expressão séria:
— Faça algo para mim.
— O quê?
O assistente arregalou os olhos, com o rosto confuso.
— Volte ao Estado do Sul e arranque um fio de cabelo do meu pai.
Otoniel acariciou a cicatriz no coração, relembrando a convivência daqueles anos.
O pai sempre olhava para ele atordoado, como se visse outra pessoa através dele.
A mãe tinha um olhar triste, e também havia sua esposa (Poliana)...
Ao pensar em Poliana.
O pensamento de Otoniel parou, um traço de emoção complexa passou por seus olhos, mas logo desapareceu.
— Arrancar cabelo? — O assistente achou absurdo, mas concordou com a cabeça.
Na verdade, ele já queria ter dito isso há muito tempo.
O Dr. Castro e o Sr. Castro não se pareciam nem um pouco.
Ferrou.
Será que o Dr. Castro foi concebido pela senhora com algum homem selvagem lá fora?
Não é à toa que o Sr. Castro o tratava tão mal.
——
Dois dias depois.
O assistente voltou apressado para Celestina do Sol trazendo o cabelo arrancado de Humberto, o pai de Otoniel.
— Como estão as coisas em casa?
Otoniel perguntou calmamente enquanto colocava os cabelos de ambos no instrumento de análise:
— Minha mãe está bem de saúde?
— O senhor e a senhora estão bem. — Respondeu o assistente respeitosamente, olhou para o inexpressivo Otoniel e acrescentou: — A esposa também está muito bem.
— ...
Ao ouvir isso, Otoniel instintivamente levantou os olhos.
— Quem te perguntou sobre ela?
— ...
O assistente ficou sem palavras.
Não era sobre a situação da família?
A esposa era sua mulher, naturalmente contava como família.
Ele sabia.
O casamento dos dois foi forçado, ninguém amava ninguém, o divórcio era questão de tempo.
Então.
Tudo bem.
Até Vicente estava se esforçando, sem tempo para passear e comer com ela.
Klébia aceitou o pedido de Dandara.
Servia para passar o tempo.
Caso contrário, ela só dormia.
Seu pescoço já estava doendo.
— Uau. — Dandara olhou com o rosto cheio de surpresa para Klébia, que desenhava aleatoriamente com a caneta enquanto chupava um pirulito, admirando-a imensamente. — Kléba, sua linha de raciocínio para resolver questões é realmente inovadora.
Em dois ou três passos ela entendeu.
— Quanto tirou na prova semanal de física? — Perguntou Klébia indiferente.
— Noventa e um. — Respondeu Dandara com um sorriso radiante, fazendo o gesto de dez com os dedos. — Aumentei dez pontos.
Antes, o professor dizia que estaria bom se ela mantivesse oitenta.
Depois que a prima lhe deu aulas...
Ela sentia que ainda tinha espaço para melhorar.
— Eu também quero tirar nota máxima. — Dandara cerrou o pequeno punho, jurando com imponência. — Se não tirar nota máxima, juro de novo.
— Tsc.
Klébia moveu os lábios rosados, divertindo-se.
— Kléba, você riu. — Dandara segurou a mão direita dela, piscou os olhos e disse muito séria: — Fica tão bonita quando ri, deveria rir mais.

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