Oziel: Tec, tec, tec...
Klébia: Tec, tec, tec...
O quarto inteiro estava preenchido pelo som dos teclados.
No meio do processo.
Klébia levantou os olhos e olhou para Oziel.
A velocidade com que ele digitava era rápida; ele seria um bom talento para ser hacker na Coral de Dados.
Oziel também olhou para Klébia.
Ela jogava com muita agilidade, seus dez dedos eram tão rápidos que quase deixavam rastros; com treinamento, ela poderia assumir a cadeira número um do Umbral Feather Circle.
Dez minutos depois.
Os computadores de ambos os lados foram invadidos em diferentes graus e os sistemas colapsaram.
Ninguém levou vantagem.
— ...
Maldita psicopata.
Oziel parou seu "trabalho".
— ...
Velho imortal.
Klébia também encerrou seu jogo.
Em seguida, levantaram-se ao mesmo tempo.
Klébia perguntou:
— Terminou o trabalho?
Oziel devolveu:
— Terminou o jogo?
— Sim.
— Ah.
Os dois se entreolharam, sem suspeitar um do outro, e caminharam lado a lado para o andar de baixo.
A batalha deu fome.
——
Logo.
Chegaram notícias do Umbral Feather Circle confirmando que o Yuriel de Klébia estava no Estado do Sul.
A pessoa ainda estava viva.
— Entendido.
Oziel segurava o telefone, com uma expressão feia no rosto.
— Sim, ofereça mais dinheiro para a Coral de Dados se empenhar. Tentei por aqui, não consigo entrar no sistema dela.
A técnica da velha psicopata havia progredido rapidamente, nem ele conseguia quebrar.
Muito menos os membros sob seu comando.
Sem quebrar a rede de proteção do Estado do Sul, não havia como consultar os detalhes dos dados.
— Lembro que em breve haverá uma nova edição do torneio de hackers.
— A propósito, ouvi dizer que Klébia está ensinando o vice-presidente da Associação Médica do Brasil?
Sua irmã, uma estudante do ensino médio, ensinando o vice-presidente da Associação Médica?
Soava como uma inversão da ordem natural.
Pensando bem.
Sua irmã tirava nota máxima em todas as matérias, era piloto de corrida, designer de joias, mestre de dança...
Entender de medicina parecia normal.
Quando encontrarem os pais no futuro.
Precisaria perguntar o que deram para ela comer.
Sendo irmãos, por que a diferença de inteligência era tão grande?
Ele estava começando a suspeitar que a garota tomava pílulas mágicas.
— Sim.
Ao mencionar a pessoa, o rosto de Oziel fechou instantaneamente, e ele acusou friamente:
— Ele não tem boas intenções, quer dar em cima de Klébia.
— Lembro que o presidente é um velho amigo do seu avô, a pessoa que ele escolheu não deveria ser assim...
Valentino franziu a testa, interessando-se um pouco mais por esse Otoniel.
— Ele sabe que Klébia gosta de coentro e manga, e ele também gosta.
A voz de Oziel era rouca, cada palavra parecia espremida por entre os dentes.
— Exceto Klébia, nunca vi ninguém comer coentro como se fosse arroz.

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