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A Super Garota Adorando Doces romance Capítulo 380

Não era à toa.

Que ele a tivesse encontrado no leilão e na porta do laboratório.

— No último encontro, você disse que eu parecia muito familiar?

Klébia fechou a garrafa térmica.

Levantou os cílios longos e densos, com um tom de voz gélido:

— E agora, ainda pareço familiar?

— ...

Otoniel ficou mudo, intimidado por aquela aura poderosa.

Será que ela entendeu errado, achando que ele queria paquerá-la?

Não era isso!

— Você...

Otoniel quis explicar.

Mas foi interrompido assim que abriu a boca.

— Como você me chama?

A garota era bem mais baixa que ele.

Ainda vestia o uniforme escolar, com o cabelo preso num coque despojado, mas sua presença era imponente.

— ...

Otoniel abriu a boca.

Por fim, cuspiu algumas palavras devagar:

— Professora.

— Mais alto.

Klébia disse com ferocidade.

O moleque ousava desrespeitar a superior?

Dessa vez nem precisaria de Oziel, ela mesma arrancaria a pele dele!

— Professora.

Otoniel, um homem de quase trinta anos.

Naquele momento, sendo repreendido por Klébia, baixou a cabeça, lamentável como um gato.

— Venha cá.

Klébia sentiu-se aliviada.

Chamou Otoniel para a bancada de experimentos, com um tom severo:

— Deixe-me ver sua competência. Se não for suficiente, eu recusarei ao Velho Careca.

— Certo.

Otoniel franziu a testa e se aproximou obedientemente.

Estranho.

Ele nunca tinha sido tratado assim, deveria ter ficado com raiva.

Mas inexplicavelmente...

Ao vê-la brava, Otoniel sentiu-se estranhamente confortável.

Ele não só gostava de vê-la, como gostava de ouvi-la falar.

Que tipo de doença era essa?

Será que...

Era como o assistente dizia, ele teve amor à primeira vista pela "professora"?

— Se olhar de novo, acredita que arranco seus olhos e piso neles como se fossem estalinhos?

Otoniel: — ...

O que significava:

Não se intrometa, não pergunte o que não deve.

Otoniel sorriu impotente.

Essa sua professora tinha bastante personalidade.

— Quando começa a eleição para membro da Aliança Médica?

Klébia jogou as luvas no lixo.

Pegou o copo de água na mesa e perguntou com tom frio.

— Daqui a vinte e cinco dias.

Isso não seria meados de junho?

Exatamente quando ela terminaria as provas.

— Certo. — Klébia terminou de se desinfetar e olhou para Otoniel. — De agora em diante, venha ao laboratório às terças e sábados.

— Tudo bem.

Otoniel concordou obedientemente.

Em apenas duas horas, ele percebeu a competência dela.

Tão jovem, com habilidades médicas incríveis, até superiores às dele.

Nesta vida, na área médica, ele só admirava três pessoas.

Dra. Noite, o professor... e agora mais uma pessoa.

Sua pequena professora.

—

Continua.

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