— Klébia —
Rita não desistiu e planejou continuar incomodando o Oziel.
— ...
Klébia levantou a cabeça e olhou para Rita com indiferença, os olhos brilhando com uma luz fria.
— ...
Rita recostou-se na cadeira e calou a boca sensatamente.
A mesa finalmente ficou em silêncio.
Durante toda a refeição.
Sempre que Klébia comia, era Oziel quem a servia.
O velho homem conhecia muito bem o que Klébia gostava e o que detestava.
Rita apertou os lábios.
A personalidade de Klébia era fria, indiferente com todos.
Especialmente após a morte de Thiago Galhardo, ela se tornou ainda mais abatida.
Inesperadamente —
Por causa de Oziel, ela viu felicidade e satisfação no rosto de Klébia novamente.
Parece que.
Oziel realmente a tratava bem.
Pensando nisso.
O preconceito de Rita contra ele diminuiu um pouco.
Bem.
Ele tem uma boa aparência, a altura combina com a Klébia, e o ponto principal é...
Ele tem dinheiro.
Pacote completo.
Quando a refeição estava quase no fim, Valentino não aguentou e perguntou:
— Como o Sr. Coelho e a Klébia se conheceram?
Com essa personalidade irritante desse moleque, a irmã dele conseguia brincar com ele?
— Numa briga, ué. —
Rita largou o talher, balançou a taça de vinho e disse com interesse:
— Uns dez anos atrás, a Klébia agiu corajosamente...
— Salvou você? — Yuriel respondeu primeiro, aproveitando para se vingar. — Não parece, mas você era bem fraco antes, hein.
— Claro que não.
O movimento de Rita balançando a taça parou, e um pouco de raiva surgiu em seu rosto delicado:
— Aquela maldita agiu corajosamente, mas me confundiu com um criminoso que estava roubando na rua.
— Depois de me alcançar, sem dizer uma palavra, ela me deu um chute que quebrou várias das minhas costelas na hora.
Ela estava apenas passeando quando encontrou um bandido roubando uma carteira na rua.
Tinha acabado de alcançar o bandido e recuperar a carteira, quando se virou e deu de cara com o pé tamanho 36 da Klébia.
Naquela época, Klébia devia ter uns oito ou nove anos...
Com um chute, ela a enviou para longe.
Foi humilhante.
— ...
Quando Rita terminou de falar, o local caiu em um breve silêncio.
— Eu não te curei depois? —
Klébia bebia suco e disse de forma vaga:
A laranja foi esmagada de novo.
Não.
Se fosse possível, ele poderia matar a Rita?
Olhando para ele, sentia um aperto no peito.
— Hm.
Klébia assentiu, girou os olhos e disse devagar:
— O mestre dizia que o céu é o cobertor e a terra é a cama. Desde que estivessem no dojo, chamava-se dividir a mesma cama e travesseiro.
Oziel: ...
Valentino: ...
Yuriel: ...
Então "dividir a mesma cama e travesseiro" significava isso?
Então.
Além de colegas de treino, eles não tinham nenhuma outra relação íntima?
Os cantos da boca de Oziel se ergueram, e seus nervos, que estavam prestes a arrebentar, voltaram gradualmente ao normal.
Ha.
Perdeu o sono à toa nesses dois dias.
— Então... —
Rita parou de provocar, olhou friamente para Oziel e disse com tom muito sério:
— Conseguir conquistar a Klébia é uma bênção grande para você.
— Se você ousar fazê-la derramar uma lágrima sequer, eu nunca vou te perdoar.
O pessoal do Estado do Sul muito menos o perdoaria.

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