Klébia dormiu atordoada por várias horas.
Quando acordou.
Eram cinco da tarde.
Abriu os olhos e olhou instintivamente para a mesa do quarto.
Pela experiência de sempre, todo fim de semana Oziel ficava em casa com ela.
Não importava a que horas ela acordasse da sesta, sempre o via na mesa tratando de negócios.
Mas hoje houve um imprevisto.
Ele não estava lá.
Klébia franziu a testa ligeiramente, ligou o celular e viu o monte de mensagens de WhatsApp do Rita.
Klébia já estava de mau humor, e vendo aquelas mensagens sem fim e inúmeros áudios de mais de 60 segundos...
Simplesmente mudou o nome de Rita para "Fantasma Cobrador".
Klébia: [Você escolhe o local]
Tudo bem, tudo bem.
Ela o veria, senão ele continuaria cobrando como se fosse a morte.
Klébia: [Mas, comporte-se]
Rita: [Comportada, por favor tenha piedade.]
Logo.
Klébia recebeu a mensagem de Rita, o local era um hotel sete estrelas.
Mais precisamente, o restaurante ocidental do hotel.
Ela gostava muito da comida daquele restaurante.
Salvou o endereço.
Confirmou o horário.
Klébia vestiu um casaco e desceu as escadas.
Ninguém na cozinha.
Ninguém na sala.
Ninguém em lugar nenhum.
— Srta. Paixão, acordou. — Samara tinha acabado de voltar das compras e disse sorrindo: — Houve um problema no grupo, o Sr. Andrade voltou para resolver.
— Ah.
A esperança de Klébia de vê-lo na sala foi destruída, e ela desabou no sofá como uma boneca de pano.
Rita marcou o encontro para as seis horas.
Faltava menos de uma hora.
Klébia não encontrou ninguém, então pegou o celular.
Oziel estava fixado no topo do WhatsApp.
Foi para a empresa e não avisou?
Nem mandou mensagem?
O dedo de Oziel tremeu.
Klébia não tinha amigos que ele não conhecesse.
Será que era o RC?
Lembrando das mensagens que Rita enviou para Klébia, os dedos de Oziel se fecharam involuntariamente, e seus olhos ficaram assustadoramente vermelhos.
Klébia queria abrir o jogo com ele?
Oziel: [Mande o endereço para mim.]
Não importava quem fosse, ele iria ver pessoalmente.
Se fosse realmente...
Oziel apertou a ponta do nariz, sentindo como se uma placa de ferro pressionasse seu peito, quase o impedindo de respirar.
— Allan.
— Chefe. — Allan e Yuri empurraram a porta juntos, gaguejando: — O senhor... tem alguma ordem?
Nunca tinham visto o rosto do chefe tão feio.
— Klébia vai me levar para conhecer alguém. — Oziel levantou-se e caminhou a passos largos para fora, com o rosto frio: — Peça ao shopping para preparar alguns looks, vou lá provar agora.
Hã?
O chefe ia encontrar quem, para se arrumar com tanta pompa?
Eles se entreolharam por alguns segundos e entenderam de repente.
Será que era o amigo de infância com quem a Srta. Paixão dormiu junto por mais de dez anos?

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