— A situação da minha tia está basicamente estável.
Klébia desviou o olhar preguiçosamente e acariciou a cabeça de Dandara com ternura.
— Vá para o seu exame, eu fico aqui.
— Klébia, você não vai fazer o exame?
Dandara franziu o rosto, parecendo muito culpada.
— Para mim, fazer ou não o exame não faz muita diferença. — Klébia curvou os lábios e ergueu uma sobrancelha. — Espere, vou pedir para alguém te levar.
— Eu quero...
— Você não quer nada.
Dandara queria ficar, não suportava a ideia de deixar sua prima sozinha, mas mal havia começado a falar quando Klébia a interrompeu com um tom severo.
— Arrume sua mochila e vá fazer o exame.
...
Dandara quis protestar, mas ao encontrar o olhar da garota, desanimou na mesma hora e murmurou um "ah".
— Allan...
Klébia olhou para Allan, prestes a pedir que ele a levasse, quando Yuriel se ofereceu.
— Eu a levo.
— Você?
Klébia estreitou os olhos, encarando-o de forma significativa.
— O quê? Sou um piloto de corrida de renome internacional. Não confia nas minhas habilidades de direção?
Yuriel forçou um sorriso e disse com indiferença.
— Não é que eu não confie em isso... — Klébia mordeu o lábio, hesitando, mas sua intenção era clara.
...
Yuriel não ousou dizer nada.
...
Oziel entendeu o que estava acontecendo, e um leve sorriso surgiu em seus lábios finos.
Oh.
Yuriel também queria fazer o mesmo?
Heh.
Isso era interessante.
— Vá. Meu irmão vai te levar.
Klébia não fez mais perguntas e olhou para Dandara.
— Concentre-se no exame. Eu garanto que sua mãe ficará bem.
— Certo.
Dandara assentiu com os olhos vermelhos e, antes de sair, deu um grande abraço em Klébia.
— Oh.
Sem vontade de expô-lo, Klébia enfiou as mãos nos bolsos e caminhou em direção à UTI.
— Srta. Paixão.
Assim que ela entrou na sala, todos os médicos, incluindo o médico-chefe, se levantaram em uníssono, prestando-lhe respeito.
— Srta. Paixão, Sr. Andrade, por favor, sentem-se. — O Dr. Braga pessoalmente puxou uma cadeira e recuou respeitosamente.
— Obrigada.
Klébia agradeceu em voz baixa e seu olhar se fixou no monitor de vigilância.
No vídeo.
Thaísa estava deitada em silêncio na cama do hospital, com a cabeça envolta em bandagens.
O monitor de eletrocardiograma ao lado da cama emitia um som estável.
— Srta. Paixão, os sinais vitais da Sra. Paixão estão muito estáveis. — O Dr. Braga curvou-se, elogiando com um sorriso. — Sua cirurgia foi realmente excepcional. De qual escola ou mestre famoso a senhorita aprendeu?
Até onde ele sabia.
Praticamente não havia ninguém no país capaz de realizar essa cirurgia.
Não, havia uma pessoa.
O lendário médico divino - Noite.
Mas ninguém jamais havia visto esse mestre, o Noite.

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