— Estão surdos?
Klébia deu as ordens, e vendo que ninguém ao lado se movia, seu rosto esfriou instantaneamente.
— Anestesista em posição, verificação final dos instrumentos, desinfecção da cabeça...
Os médicos olharam para o doutor, esperando suas ordens.
Afinal.
Em todo o hospital, ele era o de mais alto nível.
O doutor olhou para a paciente com a cabeça raspada e, no final, não discutiu com a garota, cedendo:
— Preparamo-nos para a cirurgia.
Instantaneamente, a sala de cirurgia se tornou um lugar de intensa atividade.
— ...
Klébia calçou as luvas, seu olhar fixo em Thaísa, que estava em coma profundo, seus olhos ardendo.
— Comigo aqui, não haverá nenhum imprevisto.
Sim.
Ela não permitiria que acontecesse como com seu avô, que faleceu com arrependimento, sem poder esperá-la.
— Posição supina lateral...
Confirmando a anestesia local infiltrativa na cabeça, Klébia pegou o bisturi e iniciou o primeiro passo da cirurgia: a incisão no couro cabeludo.
A cada 3-5 cm, ela fazia uma marca, para que a sutura não ficasse desalinhada.
Quando Klébia começou a cortar, o coração dos médicos presentes subiu à garganta.
Não.
Ela realmente sabia o que estava fazendo?
Sua técnica com o bisturi era extremamente precisa, melhor do que a de médicos experientes com décadas de prática clínica.
O doutor franziu a testa, observando atentamente a técnica de Klébia.
Realmente não era comum.
Mas ela parecia tão jovem, como poderia...
— Ajude.
Klébia largou o bisturi e virou-se para o doutor que estava distraído.
— Coloque os dedos sobre a incisão.
Este passo exigia a cooperação de alguém para afastar suavemente o couro cabeludo.
— Certo.
O doutor se aproximou, cooperando com seus movimentos.
Em seguida.
Klébia usou pinças de couro cabeludo para auxiliar o bisturi, realizando uma dissecção aguda até a base do retalho de pele.
Para evitar a oclusão dos vasos sanguíneos, ela cobriu rapidamente a área com gaze embebida em solução salina e iniciou o segundo passo: a craniotomia.
— ...
Em toda a sala de cirurgia, além do som do monitor cardíaco, reinava um silêncio absoluto.
Os olhares de todos os médicos estavam invariavelmente focados nas mãos de Klébia.
— Coma alguma coisa.
Yuriel entregou a comida que havia comprado para ela e disse em voz baixa:
— Se você não comer, quem vai cuidar da sua mãe quando ela sair?
— Não quero comer, obrigada. — Dandara balançou a cabeça.
— ...
Yuriel franziu a testa ligeiramente e, enquanto pensava em uma maneira de fazê-la comer, a voz de Oziel soou:
— Foi Klébia quem pediu. Se você não comer, quando ela sair...
— Eu como.
Ao mencionar sua prima, Dandara imediatamente pegou o bolinho de arroz e começou a mastigar com dificuldade, forçando-se a engolir mesmo sem apetite.
— ?
Yuriel ergueu uma sobrancelha. Sua irmã tinha tanto poder de intimidação assim?
Às quatro da manhã.
A cirurgia já durava onze horas.
Estava se aproximando do fim.
— Entenderam? — Klébia explicava a estrutura enquanto operava. — Futuramente, o tempo de permanência nesta posição não deve exceder três segundos nesta cirurgia.
— Pode causar uma hemorragia grave, levando à parada cardíaca do paciente.
— Entendido.
O doutor e os outros médicos se aproximaram para ver, todos assentindo.

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