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A Super Garota Adorando Doces romance Capítulo 296

— Sim, senhor.

O doutor não ousou dizer mais nada e saiu imediatamente com o papel.

— Mais uma coisa...

Klébia sentou-se em uma cadeira ao lado e olhou para Allan.

— Por favor, depois que a prova terminar à tarde, traga Dandara aqui.

Uma cirurgia tão grande, ela não queria esconder dela.

— Sim, Srta. Paixão.

Allan assentiu respeitosamente e foi imediatamente fazer os arranjos.

Na porta da sala de emergência.

Fez-se silêncio.

Oziel caminhou até Klébia, seu corpo alto se agachando ligeiramente, e disse com uma voz suave:

— Está com fome?

— ...

Klébia balançou a cabeça, sem vontade de comer.

— Beba um pouco de água.

Oziel não a forçou, abriu a garrafa térmica e a incentivou suavemente:

— Beba um pouco de água.

— ...

Klébia balançou a cabeça novamente, ergueu o queixo para encará-lo, seus olhos ligeiramente vermelhos.

Sua aparência lastimável e desamparada era de cortar o coração.

Alguns segundos depois.

A garota se levantou de repente, seu corpo esguio se aninhando nos braços dele, a testa apoiada em seu ombro com desânimo.

— ...

O corpo de Oziel enrijeceu, ele não ousou se mover.

Não esperava que Klébia o abraçasse de repente.

Ela tinha apenas dezoito anos e já havia passado pela perda de um parente próximo.

Não ter conseguido salvar Thiago a deixava com um sentimento de culpa.

Thaísa era para ela como Thiago.

Ela devia estar com medo de testemunhar a partida de outro parente, sentindo-se impotente.

— ...

Klébia olhou para ele, enterrou a cabeça suavemente em seu peito e sussurrou abafado:

— Minha tia vai ficar bem.

Desta vez.

Ela certamente conseguiria salvar sua parente.

— Vai. — Oziel, cheio de dúvidas, originalmente queria perguntar sobre suas habilidades médicas.

Mas, quando as palavras chegaram à boca, ele sentiu que seria imprudente.

Se Klébia quisesse contar, ela o faria.

Nesse exato momento...

— Klébia, seus irmãos chegaram.

Oziel deu um tapinha na cabeça de Klébia e disse gentilmente:

— Solte-me primeiro, eu ainda quero viver mais alguns anos.

— ...

Klébia olhou para ele e o soltou.

Os dois se afastaram.

— Klébia, você não se assustou, não é?

A expressão de Valentino e Yuriel finalmente melhorou um pouco. Eles se aproximaram de Klébia e perguntaram preocupados.

— Ela ainda está na sala de emergência, a cirurgia será à tarde. — Oziel tirou uma bala do bolso e a deu para Klébia comer.

— Ouvi dizer que a situação é muito crítica, nenhum médico se atreve a assumir o caso. — Valentino franziu a testa, perguntando confuso.

— De fato, ninguém se atreve.

Oziel fez uma pausa de dois segundos e continuou:

— Portanto, esta cirurgia será feita pela própria Klébia.

— O quê?

— O quê?

Ao ouvir isso, Valentino e Yuriel exclamaram surpresos ao mesmo tempo.

Klébia entendia de medicina?

Não.

Nascidos da mesma mãe, como o cérebro dela podia ser tão bom?

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