— Oh.
Klébia apoiou o queixo na mão, seus olhos claros o encarando pensativamente, e ergueu uma sobrancelha.
— Então você precisa se exercitar mais.
— Não se preocupe. — Oziel se aproximou, tocando suavemente o rosto de Klébia com a ponta dos dedos, a voz cheia de riso. — Eu vou me esforçar, com certeza não vou decepcionar você.
E muito menos dar a qualquer outro Valentino a chance de se aproveitar.
Ele realmente queria levá-la para casa o mais rápido possível, para não ter que viver em suspense.
No dia seguinte.
Klébia, ainda sonolenta, foi acordada por Oziel.
Depois de se arrumar e tomar o café da manhã.
O homem a levou pessoalmente de carro para o local da prova no Primeiro Colégio de Celestina do Sol.
Faltava menos de meia hora para o início da prova.
Quando estava se preparando para sair do carro.
Klébia recebeu uma ligação inesperada do hospital.
— Qual hospital?
Após desligar, o rosto de Klébia ficou extremamente pálido.
Seu corpo tremia ligeiramente enquanto olhava para Oziel.
— Minha tia desmaiou.
Dandara já estava na sala de aula, com o celular desligado.
O hospital não conseguiu contatá-la, então ligou para o contato de emergência secundário.
— O médico disse que é uma hemorragia cerebral, e a situação é muito crítica.
— Não se preocupe.
Era raro vê-la com uma expressão tão assustada.
Oziel segurou a mão dela e a confortou em voz baixa.
— Allan, vamos para o hospital.
Entre a família e a prova, Klébia certamente escolheria a família.
Afinal...
Ela era a pessoa que, por Thiago Galhardo, ousou escalar uma montanha sozinha, caindo e se machucando gravemente.
— ...
Klébia olhou para ele, seus olhos se movendo ligeiramente.
Ele a entendia.
— Sim, senhor.
Allan não ousou demorar e mudou de direção imediatamente.
A prova não poderia ser feita.
Todos os professores do Colégio Alegre Aprendizagem esperavam ansiosamente que ela voltasse com honras, trazendo glória para a escola.
Pensando nisso.
Klébia pegou o celular, ligou para Brígida e explicou a situação.
O carro mal havia parado.
Klébia abriu a porta e correu apressadamente em direção à sala de emergência.
— A hemorragia da Sra. Paixão é extensa, não temos um método melhor no momento.
O médico, segurando o aviso de condição crítica, olhou para Klébia com grande compaixão.
— Quero entrar para ver minha tia.
Klébia não olhou para o aviso, forçando-se a se acalmar, e falou com Oziel, o rosto pálido.
— Deixe comigo.
Oziel deu um tapinha na cabeça dela e sinalizou para Allan resolver a situação.
Um minuto depois.
A expressão do médico mudou ligeiramente, e ele olhou para o homem ao seu lado com incredulidade.
Oziel?
O magnata no topo da elite financeira e poderosa estava em seu hospital.
Não podiam ofendê-lo.
— Srta. Paixão, por aqui, por favor.
O médico pediu a Klébia que vestisse um avental de isolamento e uma máscara para entrar na sala de emergência.
O que uma garota tão jovem poderia fazer lá dentro?
Será que ela teria uma solução?

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