Era apenas uma questão de pegar a caneta.
— Então, tudo bem.
Os rostos de Valentino e Yuriel estavam mais sombrios do que nunca, e eles saíram a passos largos.
Temiam que, se ficassem mais um segundo.
E vissem a preciosa flor deles sendo levada, não resistiriam a dar uma surra em Oziel.
—
No carro esporte.
Oziel estava sentado no banco de trás, um leve sorriso flutuando em seu rosto bonito e refinado.
— Do que está rindo?
Klébia sentou-se ao lado dele, aplicando remédio no canto ferido de sua boca, com uma expressão ao mesmo tempo desajeitada e adorável.
— Estou feliz porque a Klébia me escolheu. — Oziel curvou os lábios, sua voz grave. — A surra de hoje valeu a pena.
O carinho não foi em vão.
— Oh.
Klébia ergueu as sobrancelhas levemente, sem negar.
— O que você disse aos meus irmãos?
Eles realmente concordaram em deixá-la ficar.
— Eu disse...
Oziel inclinou-se ligeiramente para facilitar a aplicação do remédio por Klébia, seus olhos escuros cheios de emoção, olhando profundamente para o rosto dela, e falou lentamente.
— Que é a primeira vez na minha vida que me apaixono, e é com a intenção de casar.
Ao ouvir isso.
Os dedos de Klébia tremeram involuntariamente. Ela ergueu os olhos e encontrou os olhos negros e profundos do homem, seu coração batendo descontroladamente.
— Eu também disse...
Oziel sorriu, sua voz magnética e sedutora.
— Que vou mimá-la, protegê-la e respeitá-la. E que, depois que você se formar, vou cortejá-la a sério.
— Oh...
Klébia, segurando o cotonete, curvou os lábios com indiferença e riu suavemente.
— E se não conseguir?
— Não tem problema.
Oziel levantou a mão e gentilmente afastou uma mecha de cabelo da testa da garota, sua voz preguiçosa e magnética.
— Sou insistente. Se não conseguir, vou continuar tentando até conseguir.
— Tsc.
Klébia terminou de aplicar o remédio, jogou o cotonete no lixo e pressionou levemente os dedos no peito do homem.
Em seu rosto bonito e delicado, um sorriso brilhante e profundo se abriu.
— Você é bem persistente...
— Mas eu sou bem difícil de conquistar, vai ter que se esforçar.
— Eu vou.
Oziel riu baixo, um som que poderia enfeitiçar multidões.
— ...
Klébia ficou atordoada por alguns segundos, desviou o olhar para a janela, suas bochechas levemente quentes.
Ah.
Ela finalmente entendeu o que significava uma beleza fatal.
— Pelo que sei, a joia que você deu era bem difícil de comprar. Será que Klébia conhece alguém do Estúdio K.Passion?
— Hm?
Klébia moveu os lábios, pensando em como enrolar quando...
O toque de seu celular soou de repente.
— Chefe, o Oziel ofereceu uma quantia para comprar nossa nova coleção.
O diretor de design estava extremamente animado.
— Ele parece gostar muito das suas criações, está vindo com tudo, não aceita um não como resposta.
— Que tal você aumentar o preço e arrancar um pouco mais de dinheiro dele? Vinte milhões da última vez foi muito pouco!
— Chefe?
Não ouvindo a resposta de Klébia, o diretor de design perguntou, confuso.
— ...
Claro que Klébia não podia responder, porque ela estava passando pela morte social.
Mas que diabos.
Ela havia acidentalmente ativado o viva-voz, e as palavras do diretor ecoaram por todo o carro.
— ...
— ...
Oziel, Allan e Yuri, seis olhos a encaravam fixamente.
— ...
Klébia, constrangida por alguns segundos, desligou o telefone em silêncio e disse com calma algumas palavras:
— Você ligou para o número errado.

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