[Vamos nos encontra amanhã à tarde.]
— ...
Ao ver o histórico de conversas no celular, a mão de Oziel que segurava a fruteira se apertou subitamente, e uma sombra sinistra cobriu seu rosto bonito e nobre.
Klébia nunca gostou de se aproximar de rapazes, e era a primeira vez que ela convidava alguém para um encontro.
Será que ela realmente se apaixonou por Yuriel?
Oziel largou a fruteira, olhou para a janela de vidro transparente à sua frente e franziu ligeiramente a testa.
Seu rosto não era pior que o de Yuriel.
Ele agora suspeitava seriamente que a dependência de Klébia em relação a ele talvez fosse porque ela realmente o via como um irmão.
— ...
Oziel esfregou a testa, impotente, e um sorriso resignado surgiu em seus lábios. Parecia que ele precisava avançar um pouco as coisas.
Caso contrário...
Aquela garota nunca se daria conta.
—
No dia seguinte.
Klébia só foi para o café depois de “ajudar” Brandon com as provas.
— K.
Yuriel havia chegado antes dela e, ao vê-la aparecer, levantou-se imediatamente para recebê-la.
Embora a garota fosse muito mais nova que ele, no mundo das corridas, ela era sua veterana, e Yuriel conhecia as regras.
— Sente-se.
Klébia jogou a mochila na cadeira de forma displicente e disse ao garçom:
— Um café com leite e uma fatia de bolo de manga.
A comida foi servida rapidamente.
Klébia pegou o garfo com impaciência e provou um pedaço do bolo, franzindo a testa no instante em que o colocou na boca.
— O que foi?
Vendo sua reação adorável, Yuriel não conseguiu evitar um sorriso.
— O gosto não é bom. — Disse Klébia, enfiando o bolo na boca com as bochechas cheias.
Não era tão gostoso quanto o que Oziel e Samara faziam.
— ...
Olhando para o prato vazio, o sorriso nos olhos de Yuriel se aprofundou.
— Se não estava bom, por que comeu tudo?
O magnata financeiro do Estado do Norte, o homem mais rico da Cidade Celestina do Sol, com um status nobre e poder imenso, mas impiedoso e cruel, não era alguém com quem se pudesse lidar facilmente.
Ela conseguiria lidar com um homem de mente tão profunda?
Com certeza não.
— Hum? — Klébia parou e se virou lentamente, ainda com uma bala que Oziel lhe dera na boca. — Ele, ah, conheço um pouco.
Ele era rico, bonito e tinha um bom físico. O resto não importava.
— Então, você realmente gosta dele, não foi forçada? — Yuriel estreitou os olhos, observando Klébia com um ar investigativo.
— Forçada?
Klébia riu ao ouvir aquilo.
— Se alguém forçar, serei eu forçando os outros.
Yuriel:
— ???
— Boa pergunta, mas não a faça de novo.
Klébia comeu outra bala, seu tom de voz era calmo e preguiçoso.
— Leia o material com atenção e resolva o que precisa ser resolvido nos próximos dois dias. Daqui a pouco, você não terá tempo.

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