As memórias cessaram de repente. O rosto de Helena ficou quente como fogo e ela se sentiu inexplicavelmente culpada.
Ela lembrava vagamente de ter falado muita bobagem. A maioria daquelas coisas era o que Daniela costumava dizer, e ela as repetira inconscientemente por estar bêbada.-
Ah...
No final do encontro, para tentar salvar um pouco o orgulho, ela ainda dissera seriamente a Henrique: — Dr. Barros, não tenho interesse em você, pode ficar tranquilo.
Sua paz de espírito estava arruinada.
Helena pressionou o peito e deu duas batidinhas.
Ela sabia desde o início que Henrique nunca se interessaria por ela.
O que ela não contou a Henrique foi que também ouvira dizer que ele mantinha uma namorada fora de casa, que não era aceita pela família, e por causa disso quase cortou relações com eles.
Por isso, naquela manhã, Henrique havia ido embora sem sequer se despedir.
A frieza dele depois de um contato íntimo era o que mais machucava o coração dela.
Talvez ele tivesse medo de que ela ficasse no seu pé.
Helena balançou a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos confusos.
— Deixa para lá, foi só um caso de uma noite.
Considerando as condições de ambos e o esforço da noite anterior, ela não havia saído perdendo.
...
— Dr. Barros, os materiais necessários já estão organizados. Parece um pouco complicado. — O jovem advogado entregou uma pilha de documentos a Henrique.
Henrique folheou os papéis: — Hm, primeiro me leve para ver o médico que atendeu o cliente hoje.
Ele foi até a porta do consultório e, por acaso, viu Helena lá dentro.
Ela estava com as costas retas. Sob a camiseta branca simples, sua cintura era fina.
Henrique de repente se lembrou do calor dela no dia anterior, enroscada sob ele, com os olhos marejados e extremamente macia.
— Os homens decentes mostram o que são, já os canalhas escondem as suas verdadeiras intenções...
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