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A Substituta Desperta, Não Volta Atrás romance Capítulo 8

Ela até havia preparado um pequeno presente com antecedência.

Uma pequena caixa amarela clara, colocada na cadeira ao lado dela.

Dentro havia um par de meias de bebê. Eram muito pequenas e macias, de cor brancacreme, com um coelhinho bordado.

No caminho de volta à tarde, ela pediu para o motorista parar na porta de uma loja de maternidade.

A atendente perguntou: — É para presentear uma amiga?

Carolina acariciou as pequenas meias e demorou muito até dizer baixinho: — Não.

— É para o meu bebê.

Ao proferir aquelas palavras, uma doçura há muito esquecida brotou em seu coração.

Mesmo que fosse só um pouco, foi o suficiente para sustentá-la até aquele momento.

Onze e meia, o som de destrancar a porta finalmente veio do hall de entrada.

Carolina ergueu a cabeça rapidamente.

Ricardo voltou.

O homem usava um sobretudo preto, postura ereta e mantinha o habitual cansaço e frieza entre as sobrancelhas.

Ao entrar, seu olhar varreu a sala de jantar.

Ao ver Carolina ainda sentada ali, ele franziu a testa de leve.

— Por que não foi dormir ainda?

Carolina levantou-se e o joelho doeu a ponto de fazê-la vacilar.

Ricardo viu, mas não foi até ela para ampará-la.

Carolina se apoiou na beirada da mesa e tentou sorrir.

— Estava esperando por você.

O movimento de Ricardo ao tirar o casaco parou por um instante.

— Me esperando para quê?

O tom dele era muito indiferente.

Como se estivesse perguntando sobre um assunto sem importância.

O coração de Carolina sentiu uma pontada, mas ela reprimiu a amargura.

Ela pegou a pequena caixa ao lado e seus dedos apertaram de forma inconsciente.

— Ricardo, eu tenho uma coisa para te contar.

Ricardo olhou para a mesa cheia de comida fria.

— Fale amanhã.

Carolina se apressou a dizer: — É muito importante.

Talvez o tremor na voz dela tenha sido muito óbvio, e Ricardo finalmente ergueu os olhos para olhá-la.

— O que foi?

A respiração de Carolina ficou tensa.

Ela olhou para a caixa em suas mãos e reuniu toda a sua coragem.

— Eu...

Nesse exato momento, o celular de Ricardo tocou.

O toque a interrompeu bruscamente.

As palavras de Carolina ficaram presas na garganta.

Ricardo pegou o celular e, no instante em que viu o identificador de chamadas, sua expressão mudou levemente.

Capítulo 8 1

Capítulo 8 2

Capítulo 8 3

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