Entrar Via

A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 151

Isabela acenou com a cabeça.

Jorge deu um passo à frente.

Isabela o seguiu com dificuldade, arrastando os passos. Notando seu desconforto, Jorge diminuiu o ritmo para esperá-la.

— Dr. Jorge, talvez seja melhor o senhor ir na frente? — Disse Isabela, envergonhada.

Jorge olhou ao redor, não havia nenhum veículo por perto que pudesse facilitar o trajeto. Além disso, o haras era enorme e, para chegar ao outro lado, teriam que andar bastante.

— Me desculpe, fui descuidado. — Comentou ele, apertando os lábios. — Sendo sua primeira vez montando, deve estar sentindo bastante desconforto. Quer que eu te carregue?

Isabela hesitou por um momento e, em seguida, rapidamente fez um gesto de recusa.

— Não, não precisa! — Depois de uma leve tosse, ela acrescentou. — Sério, estou bem. Consigo andar sozinha.

Jorge baixou os olhos e, com um olhar que percorreu as pernas dela, perguntou:

— Tem certeza?

Isabela acenou várias vezes.

— Tenho certeza. — Ela respondeu, decidida.

Ela preferia aguentar o desconforto a ser carregada por Jorge. Afinal, um gesto tão íntimo só faria sentido entre pessoas próximas ou com uma certa intimidade. Jorge era seu superior, e ela não se sentia à vontade para cruzar essa linha. Além disso, no ambiente profissional, qualquer atitude desse tipo poderia ser mal interpretada. Mesmo sabendo que Jorge jamais teria segundas intenções, ela precisava evitar dar margem a comentários, especialmente considerando os rumores que já circulavam pelo escritório. Pela reputação dele e pela sua própria carreira, manter distância era fundamental.

Jorge então concordou:

— Tudo bem, como você preferir.

Depois desse breve momento, Isabela criou coragem para perguntar:

— Dr. Jorge, o senhor vem aqui sempre?

Ela estava impressionada com a maneira como Jorge conduzia o cavalo. Com tanta segurança e naturalidade, dominou aquele animal imponente como se tivesse nascido para isso.

— De vez em quando. — Respondeu Jorge.

A resposta pegou Isabela de surpresa.

— De vez em quando e o senhor monta tão bem assim? Parece que nasceu para isso! — Comentou ela, admirada.

Jorge deixou escapar um sorriso raro, já que sempre se mantinha sério. Isabela mal conseguia lembrar quantas vezes tinha visto ele sorrir, mas quando isso acontecia, sua postura profissional rígida se suavizava, revelando um charme genuíno. Ele era muito bonito, e seu sorriso só destacava ainda mais essa beleza.

Logo, sem que percebessem, o tempo passou rápido durante a conversa, e já estavam chegando ao local onde Isabela poderia trocar de roupa. Enquanto ela se dirigia ao vestiário, Jorge conversava amigavelmente com o gerente.

— Por que você acha isso?

— Se não investisse uma grana alta aqui, como o gerente ia te tratar com tanto respeito, quase como se fosse um deus? — Disse ela, mas de repente parou de falar. Ela se lembrou de que o cavalo, aquele magnífico animal de linhagem nobre, valia mais de vinte milhões. Claro, com um valor desses, qualquer um seria tratado como deus naquele lugar.

Isabela sabia que advogados de escritórios importantes ganhavam muito bem. Afinal, os casos que pegavam envolviam valores altos. Lembrou que certa vez, Sandro, trabalhando num divórcio para um empresário importante, tinha faturado meio milhão, num processo que envolvia mais de duzentos milhões em patrimônio. Visto assim, meio milhão de honorários não parecia exagero.

Nesse caso, Jorge com certeza ganhava mais.

Pensando sobre dinheiro, Isabela sentiu uma nova motivação. Estava determinada a seguir na advocacia, se tornar uma grande advogada e garantir uma vida confortável para seus pais.

Num tom brincalhão, Jorge soltou:

— E se eu te disser que o haras é meu, você acreditaria?

Isabela ficou sem reação por um instante, logo depois, sorriu.

— Acreditaria sim.

Na real, com aquela renda, Jorge certamente conseguiria manter um haras que, no fim das contas, também podia ser um investimento lucrativo. Agora ela entendia por que o gerente o tratava com tanto respeito.

Então Jorge era o patrão daquele gerente.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance com o Amor