Depois de falar, ela ligou para o 192, chamou uma ambulância e informou o endereço de Leila Moraes à atendente.
Fazer isso já era o máximo de sua benevolência. Afinal, ela não era médica, e mesmo que chegasse à casa de Leila, não poderia ajudar em nada.
O trânsito estava um pouco congestionado. Quando o carro parou em frente à Brasil Futuro Capital Investimentos Ltda., já havia se passado uma hora.
Liana Vargas estava prestes a entrar no prédio quando o telefone tocou novamente.
Ainda era o número de Leila Moraes, mas a voz era de Gilmar Campos. — Leila Moraes está no hospital. Foi você, não foi?
Liana Vargas: ......
Gilmar Campos: — O médico disse que é muito difícil salvar o bebê de Leila Moraes. Liana Vargas, você deve uma vida a Leila Moraes.
Ao ouvir isso, Liana Vargas explodiu. — Como assim eu devo uma vida a ela? Gilmar Campos, não seja tão absurdo!
Gilmar Campos: — Não quero discutir com você pelo telefone. Venha você mesma ao hospital e veja.
O telefone foi desligado. Liana Vargas ficou em silêncio por um momento, olhou para o prédio da Brasil Futuro Capital Investimentos Ltda., mas decidiu pegar um táxi para o hospital primeiro.
Ao chegar do lado de fora do quarto, Liana Vargas ficou pasma.
Leila Moraes não tinha nenhum ferimento de faca. Ela estava deitada tranquilamente em um quarto da maternidade, recebendo soro, sem nenhum sinal de sangue.
Ela já suspeitava que o pedido de Leila Moraes para que fosse até lá era uma armadilha.
Afinal, as pessoas do interior eram tímidas e medrosas. Aquele aleijado só teria coragem de ser violento em sua própria casa. Esfaquear Leila Moraes e fugir? Homicídio é crime, isso é de conhecimento geral, a menos que ele não quisesse mais viver.
No quarto, Leila Moraes chorava copiosamente, apoiada no peito de Gilmar Campos. — Gilmar, o bebê se foi. Nunca mais poderei ser mãe nesta vida...
Liana Vargas franziu a testa. — Como o bebê se foi?

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