Dandara assentiu com a cabeça e disse: “Já pedi.”
Ela não se fez de rogada, escolheu apenas os pratos de que gostava, e ainda optou pelos mais caros.
Teresa perguntou se todos já haviam feito seus pedidos, acrescentou ainda uma grande tábua de sashimi especial e solicitou uma lata de caviar para cada um, só então dispensando o garçom.
Os presentes não pouparam elogios, dizendo que ela era generosa.
A Sra. Coelho também assentiu discretamente.
Para ser designer na “Cetro”, talento era importante, mas saber lidar com pessoas e cultivar relacionamentos era igualmente essencial.
Quanto mais contatos alguém tivesse, mais chances teria de fechar grandes contratos com famílias influentes.
Embora a “Cetro” prezasse por uma postura séria de marca, técnicas de marketing como essa eram indispensáveis para os funcionários.
Teresa sentou-se no centro do grupo, sentindo-se o centro das atenções com tantos elogios, e ao lembrar da conta do pedido, já não sentiu tanta dor no bolso.
Tudo aquilo valia a pena.
Além disso, com o vinho que Valentino lhe dera, imaginou que ninguém do departamento de design conseguiria superá-la.
Quanto a Dandara, nem se comparava.
Teresa sabia que Dandara não tinha muitos recursos.
Esse sentimento de superioridade inevitavelmente voltou a crescer em seu coração.
Enquanto a conversa fluía animada, o garçom entrou e disse: “Bem... Sra. Barros, um dos vinhos que a senhora escolheu já foi levado por outra pessoa.”
Teresa, ao ver o garçom hesitante, franziu as sobrancelhas e perguntou: “Não disseram que o Valentino havia deixado o vinho aqui? Quem levou?”
O garçom respondeu, um pouco constrangido: “Bem... foram os pais do Sr. Macedo, que estão jantando aqui, pegaram uma garrafa.”
Ao ouvir isso, Teresa ficou imediatamente tensa e olhou instintivamente para Dandara.

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