Meu Deus!
A atendente cobriu a boca com a mão e não ousou dizer mais nada, virou-se imediatamente para buscar as roupas.
Porém, quando Dandara estava prestes a entrar novamente no provador para trocar de roupa, viu, no local da entrada da loja, onde as roupas penduradas cobriam parcialmente a vista, surgir a silhueta de uma pessoa: “Espere! Essa roupa não pode ser vendida para Teresa!”
Todos se viraram para olhar e viram um homem alto, vestindo um sobretudo preto, de aparência incrivelmente bela.
Os traços do homem eram marcantes, seu porte transmitia imponência, e havia um ar de desdém em suas sobrancelhas e olhar, provocando uma tensão que impedia qualquer um de encará-lo diretamente.
A gerente da loja ouviu a voz e apressou-se a sair.
Quando a gerente viu o rosto belo do homem, também ficou um pouco atônita.
Ela não conhecia aquele homem, mas reconhecia o homem de cabelo curto e óculos que o acompanhava.
“Ricardo? Como o senhor apareceu por aqui, veio inspecionar a loja?” A gerente, deixando de lado o conflito entre os clientes, correu para recepcionar Ricardo.
Logo em seguida, a gerente olhou para Ramon e para Filomena ao lado dele: “E estes dois são...?”
A postura e o ar deles eram claramente distintos, certamente pessoas de posição ainda mais elevada.
Ricardo lançou um olhar indiferente para a gerente e disse: “Este é o Sr. Amaral, Sr. Amaral.”
A gerente e os atendentes da loja se assustaram.
Sr. Amaral?
O proprietário deste shopping?
A gerente curvou-se ainda mais: “Como o Sr. Amaral encontrou tempo para vir até aqui?”

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